sábado, novembro 13, 2010

MEDO DE MUDANÇAS


O que nós muitas vezes mais tememos na nossa vida são as mudanças. Medo da morte, de um acidente, de perder filhos, pais, namoradas e afins. Temos ás vezes a vida tão delineada e até certo momento tão certinha que quando ocorrem mudanças, umas mais bruscas,  outras menos, entramos em pânico em algumas situações. Alcançamos tanta coisa que receamos perder em algum momento essa mesma conquista. Como se ela perdurasse a vida toda. E temos medo de nos decidir pelo que poderá ser incerto para nós. Quando nos habituamos muito ao nosso caminho e criamos raízes nele, preconizamos para nós, que mudanças que possam não ir de acordo com esta estabiliade, poderão ão ser bem vindas tanto como bem vistas.

Isto dependente sempe do estado de espirito e vida de cada ser humano.

Temos sempre medo de nos arrepender de que o que podmeos vir a ter será pior do que aquilo que já construímos e possuímos, em muitas situações como um dado adquirido para nós. Familia, estabilidade, empresas, emprego, namorada, dinheiro. Tudo se ganha e constroi com o tempo, assim como os impérios...mas também tudo se perde muitas vezes.

O facto é que em determinado momento de tempo pensamos sempre que temos e possuimos tudo. E que devido a essa estabilidade criamos para nós a imagem de que o que temos...teremos sempre.

Por isso de certa forma existe um medo que é complexo e complicado de arriscar pelo que poderemos ter em contraste com o que já possuímos. Começar do zero, perante o que já tivemos e construímos ate aqui é algo que nos enche de receios.





O que o ser humano mais teme na vida é a mudança. Medo de perder o que se tem o que se conseguiu o que se alcançou, por algo incerto que poderá ser melhor ou não. Temos medo de arriscar, medo de percorrer um novo caminho quando já estamos habituados ao nosso!

Mas o que a grande  maioria das pessoas não entende para si, é que é muito pior arrependermo-nos por algo que não fizemos durante a nossa vida, do que por algo que fizemos, ou poderemos ainda vir a fazer.

O caminho mais fácil na verdade que para mim , são a constatação do que o que possuimos nos dá uma felicidade "mentirosa" e utópica no verdadeiro sentido da palavra.

O caminho complicado sempre será o mais "gostoso" para mim. Porque é o que nos dá força, vontade, cria barreiras. È o caminho da superação de como seres humanos e criados á imagem de Deus, temos e foi-nos concedida essa oportunidade de colocarmos em prática o que de melhor temos. E isso é o que nos enche o coração de sentido de oportunidade, de felicidade e de coragem.

Sermos destemidos enaltece-nos o ego, levanta-nos a auto-estima e cria em nós uma estabildiade emocional que nos permite sempre encarar os medos e receios com outra vontade e disponibilidade.

Fácil patra nós será sempre escolher e determinar um caminho já pré-concebido de estrutura. Não precisamos lutar muito, nos mexer muito, nos aborrecer muito. Porque está lá...pronto para nós. E quando algo já está construído como base para nós, a luta torna-se inconsequente. Nao tem muito significado.

Por isso é que muitas pessoas se atemorizam, se aterrorizam com questões de mudanças nas suas vidas. Pela não habituação. Passar pela mudança gera intranquilidade. Gera contorvérsia e estados de espirito que com o tempo se tornam um monólogo inconsequente.

Muitas vezes me questiono o que faço aqui? Para que sirvo? Quem sirvo? De que forma posso tornar a minha vida uma verdadeira aventura. Aventura feliz, ceheia de peripécias ao velho estilo de um Indiana Jones? De que modo poderei eu, sentir o palpitar do coração?

De facto poder ter tudo organizado e levar até ao fim dos meus dias essa mesma vida...para mim não funciona. Gera um certo estilo de Matrix entendem? Tudo demasiadamente funcional, sempre o mesmo, sem mudanças e apenas baseado numa estabilidade contorversa de que pensamos estar cientes que é a mais correta. para alguns sim. Não para mim.

Para mim a simples existência de um foco de mudança, mexe comigo para ...melhor! Conhecer outras culturas, viver outra vida, proporcionar-me experiencia, correr o mundo, deixa-me ansioso, sempre com a consciência que será bom para mim. Nunca em nenhuma mudança coloquei para mim um estado de espirito que me levassea concluir que seria mau.

Afinal o que é mau numa mudança? Deixar familia? Pais? Filhos? Amigos? Trabalho? Esta habituação que o nós humanos criamos em relação a tudo é terrível para uma vivência mais saudável, pois muitas vezes se esquecem os sonhos, a felicidade a alegria por medo de mudar e perder algo que se tem seguro.

Eu nao pretendo chegar ao fim da minha vida. Mesmo já no limite da minha morte e olhar para trás e perceber que tive uma vida cheia de receios , de medos e que a minha própria coragem e fé me traíram e me deixaram levar uma vida, onde o que imperou foi o desespero de mudar. E por conseguinte ficar manietado e não ter vivido a vida como ela deve ser vivida.

Não dúvido que deve ser tremendamente triste e depressivo, olhar para trás e pensar que não fizemos nada do que quisemos. Os anos passam como tem passado na minha vida, mas estou certo que chegarei aos 60/70 anos consciente que fiz sempre o que deveria ter feito.

A minha filha quando estava no brasil disse-me um dia: ...."Papi...não interessa nada se tu não me amas. Interessa sim..é que amo-te demais a ti"...

Tenho a consciência que ela mesmo de longe e com as saudades que apertavam, reconhecia aos 6 anos que o que eu fazia, era para o melhoramento do conjunto. Nao interessa se estava longe, ela sabia que eu mais tarde ou mais cedo estaria perto. Assim como hoje por enquanto...estou. E quando um filho ou uma filha, ou uma familia nos ama e nos apoia, fica mais fácil e torna-se mais fácil ter mais força ainda para ir em frente.

Ainda estou á espera de mais mudanças na minha vida. Que vão surgir sempre a qualquer momento. Mas sempre de peito aberto e consciente do que me pode trazer de bom no conjunto.


Por isso...nunca se arrependam. Amem , sejam determinados e olhem para a frente de cabeça levantada. Porque pais...filhos...amigos...conhecidos...irão sempre amar-vos da mesma forma. Perto ou longe, indiana Jones ou não...o que interessa é viver de forma a que todos em conjunto possam ter uma vida de futuro mais feliz.

Chega? Então ...fuiii!








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2 comentários:

Ricardo disse...

acho que no fundo o medo de mudança vem pelo medo de se perder o controlo. no território seguro temos mais controlo sobre o nosso rumo do que se fizermos uma mudança indo de encontro ao desconhecido. e acho que o ser humano funciona muito na base do poder e do controlo.

Dama de Cinzas disse...

Acho que meu sobrenome é mudança! Fiz muitas na minha vida, algumas radicais que mudaram o sentido de tudo.

Mas fiz muitas mudanças que me arrependi!

Recentemente fiz uma mudança e até agora só consigo sentir arrependimento, mas como já aconteceu outras vezes, pode ser que esse arrependimento seja passageiro, espero...

Beijocas