quinta-feira, novembro 15, 2007

A Mãe também faz anos!!

Pois é!! A Nazaré fez anos dia 13 de Novembro!! Ops...Nazaré não!! Maria de Fátima. Dona Fátima ou Fatinha...para os mais chegados! A minha rica mãe fez anos...e lembrei-me mesmo na ultima da hora...e já ela estava a dormir. Foram talvez os anos mais tristes dela. Sem festas, sem prendas, sem uma flor sequer. Mas...faço aqui a mea culpa! A culpa foi inteiramente minha.Mas fiquei triste...um dia depois estava a entrar num novo lar. Lá ia ela...triste, cabisbaixa, sentindo-se no seu mundo sozinha e danificada no coração. Triste sina tantas vezes a nossa e a dos outros, para tantos terem a vida que têm. Não acho justo, não acho que seja digno de ser justo. Por isso é que penso que a prática da compaixão e a prática das nossas atitudes, perante pais,filhos,amigos e outros...deve ser digna de nós mesmos. Para sermos até melhores.
E os pais....é engraçado...dão-nos tudo quando somos pequenos. Arranjan-nos, compram-nos roupa,mudam-nos a fralda e acomchegam-nos tanto dentro do seu peito que ali sabemos que estamos seguros. São queridos, são amorosos, mostram na verdade o que é amor de mãe preante um filho. Hoje porém é tudo tão diferente. Somos um bando de hipócritas que pensamos apenas na nossa vida.Porque na realidade eles chegam a um ponto que são um estorvo para nós. Não os podemos ajudar como eles nos ajudaram...então...é manda-los para um lar, para um asilo, para o meio de hospitais onde tantos são abandonados pelos filhos. E tenho tanta pena da minha rica mãe, depois de tantos anos que aconteceu tanta coisa, o meu desejo não é critica-la ou absolve-la. È continuar...como até hoje...a apoiar, mesmo que nao concorde com tanta coisa. Mãe...é Mãe...
Não deixei de ficar muito triste...quando vi a minha mãe num lar, no meio de tantos velhinhos e ela ali...sozinha a olhar com aqueles olhinhos apavorados como quem diz " Onde estou eu??", a minha vontade era..tira-la dali e dizer-lhe " Estou aqui, nao tenhas medo", mas as atitudes que tantos de nós temos a não querer sacrificar a nossa vida...porque os nossos pais são um peso para nós, pareçe sintomático que falam mais altos. os nossos desejos e o que queremos. Bem sei...bem sei...que na verdade tudo o que me dizem hoje é que a vida é assim mesmo.Mas nunca vi a vida como assim mesmo...vejo apenas é estas pessoas como eu e voces e tantos outros que não passamos de egoistas. Tremendamente egoistas....na verdade. Mas nunca deixarei como nunca deixei que falte nada a ninguem que eu gosto. De longe ou de perto...a minha mãe será sempre a minha mãe querida. Mesmo com tantos problemas....dissabores...e vissitudes da vida.Amo-a do fundo do coração. E tenho pena...que nós filhos...tenhamos de agir da forma que agimos. Não é justo...muitas vezes....mas é o que se arranja..
bruno

Parabens Filha!


Tenho andado aqui a escrever sobre tudo e mais alguma coisa ....e nem tenho a decência de escrever sobre o dia de anos da minha pequena! Pois é...a Catarina cresce a passos Largos, dia 06 de Novembro fez 5 anos. E como o tempo passa na verdade sobre os nossos ombros! 5 anos!! possa...ainda há pouco era tão pequenina...e já está enorme! Nos ultimos 5 anos foi realmente complicado em termos emocionais para a minha princesa. Mudanças de casa, separaçao dos Pais, ver os pais com novas pessoas, mudanças de escola. Para nós adultos já é complicado ás vezes...imagino na cabeça de uma criança. Mesmo assim...penso que tem a quem sair! Está sempre tudo bem para ela...triste aqui e ali...mas...sempre com um sorriso nos lábios, uma gracinha, um afecto.Não posso deixar de dizer que tenho uma filha que como tantas outras tem defeitos, mas que na realidade é o meu maior orgulho. Todos os valores que os pais vao passando, o que ela vai aprendendo e da forma inteligente que está a cada dia e como sempre foi.Era talvez a unica pessoa no mundo por quem eu daria a minha vida...e com todo o prazer!
Espero que a vida te traga muitas felicidades e Long life to you!!

quarta-feira, novembro 14, 2007

ANO DE 2006/2007....VAMOS AO INICIO DE 2008!


Agora que nos aproximamos vertiginosamente do ano do fim de 2007 e com o inicio de 2008 muito pertinho, sinto-me hoje um pouco decepcionado com tanta coisa. Há dias tal como dizem que mais vale nao sair de casa. Há dias em que preferimos ficar no nosso silencio, sossegados, sem o stress do trabalho, sem ordens superiores, sem amigos por perto, sem ninguem por breves instantes na nossa vida. Longe da mãe, do tio, do pai, do avô, das namoradas...seja lá quem for. Sinto-me imensamente desgastado com tanta coisa que desde o final de 2006 veio por aí abaixo como quem joga numa roleta russa.
Foram meses em que sozinho, porque na realidade sozinho estava tive de virar as minhas atenções, dois braços e duas pernas para todos os lados. Mãe, assistentes sociais,colegas de trabalho, o imenso trabalho em si que tive, filha, amigos, namorada, viagens de ida e volta, casa, senhorias,advogados,instituições financeiras,policia,bombeiros.Todo o genero de contactos e da imensidão de pessoas, de coisas que me apareceram á frente. Naturalmente que sozinho e mesmo com apoio moral daqui e dali..nao chegava para tudo.Não houve mãos a medir. No meio disto tudo ainda existia eu.Eu proprio e todas as minhas forças viradas em todas as vertentes. Dava atençao aqui, ali,tentava por todos os meios resolver tudo como podia.Mas na verdade era complicado resolver tanta coisa nas mãos de uma pessoa só. Mas realmente a vontade, a coragem e a determinação em fazer as coisas de modo a que todas as pessoas , gentes de diferentes quadrantes notassem esse esforço...acabou por ser compensado.
Foi um inicio de 2006 muito duro. Talvez por palavras e com todas as visões imaginárias seja impossivel de descrever o stress vivido. Só mesmo vivendo e vivenciando. Na verdade foi um ano triste para mim. Foi um ano em que perdi o que nao julgava perder, em que pensei que as pessoas continuassem no seu apoio e demonstraçao de força tambem e dedicaçao.Nem toda a gente consegui. E sendo que por isso para mim e no meu momento onde ja andava tão em baixo e cansado psicologicamente foi como uma hecatombe.
Passado tantos meses continuo a olhar para o percurso do ano de 2006 e das pessoas que conheci, com quem partilhei a minha vida, com quem abri a porta da minha vida e com toda a transparencia que tive...continuo a pensar que estando eu no lugar de muitos e olhando para a minha vida, que talvez...talvez...o sentido normal de qualquer ser humano é resguardar-se de mais problemas e sendo assim...aos poucos ir-se afastando. Não vi apenas isso com a minha relaçao pessoal de namoro...vi isso com certos amigos. Como se nos batessem nas costas e dissessem " Olha....estamos aqui....mas não nos peças nada".


Perante a minha forma de ser. Perante a imagem como pessoa seja ela especial ou fantastica que sempre dei, perante a minh propria vida e todos os dissabores que tinha e tive, perante od dias tristes que passei, das horas de angustia, de tristeza e medo...nunca foi de mim viras as costas aos meus amigos, filha, mãe, conhecidos, trabalho ou namoradas ou ex namoradas.Dei sempre o melhor de mim a toda a gente. Telefonei, quis saber, preocupava-me, tentava que a ninguem em nenhum momento faltasse no minimo o meu amor, carinho e dedicação como ser humano em relação aos outros.


Hoje porém a ideia que tenho de que os outros nada podem fazer por nos a nao ser nos mesmos...é um ideia errada e absurda. Totalmente inócua e miseravelmente egoista. Podia muito bem em tantos momentos, ter olhado apenas para mim. Podia sem duvida mandar á merda a mãe, a filha, o tio, os amigos e namoros e olhar com todas as energias para mim. Mas a verdade é que a minha maior energia vem do carinho da minha filha, do apoio dos meus amigos, da atenção que me dão, da presença e de todo o amor que transmitem.


Obviamente que neste espaço não posso apontar o dedo ás pessoas ou atitudes.Porque cada pessoa tem uma visão diferente da minha.Mas não creio que nos piores momentos, nas alturas em que mais estamos necessitados de alguem que se mantenha por perto, de uma palavra de um consolo por minimo que seja....nao acredito e nao creio que a razão esteja do lado daqueles que por opção propria decidem fechar coma porta.
Entenderia talvez que se fosse por apenas breves instantes pela propria cura da pessoa...entenderia como o espaço e a liberdade de cada um e cada um necessita para renovar energias. Mas...acaba por ter e por ser demasiadamente evidente e hoje principalmente que...as pessoas cada vez mais preferem paz e serenidade em si mesmas e para consigo mesmas. Na verdade nao posso deixar de dizer que me sinto bem comigo. Penso que tanta coisa que nos acontece na vida da-nos na verdade uma sabedoria ao alcançe de poucos em relação á vida.


Dizem que todos nós precisamos de todos os outros. Mas pareçe ás vezes que precisamos apenas como janela protectora ou simplesmente necessitammos para calar ou fechar um desejo dentro de nos.Eu sempre precisei de toda a gente. Sempre quis ter atençao, carinho e dei-me tal como me continuo a dar na totalidade. Acho que acima de tudo o facto de sairmos magoados e sentidos de todas as coisas em que nos colocamos não faz de nós mais frios ou calculistas. Foi de facto um ano para esquecer....mas....lembrar-me sempre! Nunca esquecerei do ano de 2006 assim como o ano de 2005. E engraçado aconteceu sempre tudo...nos finais dos anos e incicios de outros. Engraçado como é em todos os finais de ano que aconteçem as coisas.



São poucas as pessoas que me entendem.Talvez aqueles que pertençem ao meu signo e com quem falo entendam a nossa forma de ver e sentir as coisas. E nao tenho duvidas que todos as pessoas do meu signo sao de facto pessoas especiais.Tem uma atitude fantastica em relaçao ao amor e amizade. Sem duvida que o nosso maior azar é sofrermos imensamente...tanto porque da mesma forma vemos o amor e amizade como poucos.Há pessoas que relativizam o amor e amizade como se no meio de tudo isto apenas tivesse de haver uma co-relação de paixão/sexo/amor. E não...continuo com a ideia original de que amizade versus partilha versus dedicaçao versus compaixão e justiça....desencadeia a mais bela forma de amor.


Durante os meses que se seguiram de 2007, tive a oportunidade de provas em que as pessoas dedicaram, principalmente de tres pessoas. Raquel, Luci e Ana Catarina. de todas uam frase apenas da minha filha que chegou e bastou para mim: " Pai estou contigo até ires para o Céu"...afinal....que mais preciso eu...depois de ouvir isto?



A necessidade de vitimização advem da necessidade de estrutura que nos falta. Todos nos vitimamos.Ou porque os amigos nao nos ligam, ou porque nao conseguimos fazer um trabalho, ou porque nao temos tempo para nos, ou porque alguem não nos liga, ou porque nao podemos comprar um carro.Em todos os momentos utilizamos uma forma de vitimizaçao.Ou nao temos dinheiro, ou andamos com trombas e nao querermos ligar a ninguem e a vontade é de dizer " larguem-me da mão". Muitas vezes me acusaram de me fazer demasiadamente de vitima. Mas...que posso eu fazer ?Que poderia fazer eu no meio de tanta coisa?De tanta tristeza e decepçao com tanta coisa? A little smile?Talvez....


Hoje mantenho e sorriso e ele vai voltando aos poucos. Com o aproximar do ano de 2008 e com a aproximaçao de me ir embora daqui...vou crente e com mais uma vez....toda a vontade do mundo. De ajudar, de apoiar, de me dedicar e de me entregar com todo o amor e carinho a toda a gente. Sofrer é uma forma de nos tornarmos melhores, menos egoistas e mais fortes.



Bruno


































domingo, novembro 11, 2007

Procuras o que?Desejas o que?

Todos nos a certa altura da vida repensamos o que de facto é melhor para nós.O que desejamos, o que queremos no momento , que trabalho escolher, que mulher ficar, qual a melhor companhia, as melhores amizades. Procuramos o que afinal?E desejamos o que? sistemáticamente fazemos escolhas que na nossa visão no momento são as melhores para nós. Mas...serão mesmo?Que trunfo temos ao afirmar que algo de momento nao serve para nos?Que trunfo temos para dizer que algo de futuro nao serve para nós? Sinceramente não ousamos ter uma resposta simples. Porque a própria resposta em si...é complicada. Simplesmente decidimos. E na base da nossa decisão fazemo-lo sempre em consciência.Se estamos certos ou errados de todos os nossos propósitos só o futuro dirá.
Escolhas não são fáceis. Decisões muito menos. Mas sabemos que queremos o melhor para nós. Sabemos perante a nossa consciência que os actos a que nos propomos tem em sua devida proporção, mais cedo ou mais tarde. Como é usual dizer-se...." Quem semeia também colhe" Se essa colheita é boa ou má, só o futuro o dirá. Mas perante as nossas decisões pouco ou nada há a fazer. Viveremos com elas, da mesma forma que morreremos com elas. O que escolhemos , escolhemos de facto em consonância com aquilo que para nós nos fará melhor. Nunca estaremos na totalidade certos se foi bom ou mau. Mas...certo será que uma decisão será sempre uma decisão. Procuras....desejos...andaremos sempre em busca. Seja numa magnitude em grande escala...como em pequena escala....
Bruno Fernandes

domingo, novembro 04, 2007

Vi-me ao espelho....

Ontem decidi fazer uma coisa que ainda nao tinha feito. Algo novo na minha vida. Olhar-me ao espelho. Não simplesmente olhar como o faço todos os dias. Não...olhar para alem do que o espelho mostra.Decidi ouvir o meu proprio som....o meu proprio pensamento. E acima de tudo entender que algumas coisas sao inexplicaveis.Que não temos forma de saber o porque de tanta coisa que nos fazem, que nos acontece. Não tenho como procurar tantos "Porquês".E que dessa forma assim permanecerão para sempre. Rendi-me ao silencio do meu coraçao e tambem percebi que existem tantas outras coisas que podemos lançar no mar....mar do esquecimento e com isso mudar definitivamente a nossa atitude, perante nós e perante a vida.
Olhei-me atentamente pela 1º vez e vi-me como realmente sou, olhei-me sem hipocrisias, sem mascaras, sem mentiras, sem subterfugios...sem uma unica desculpa para os meus actos, coloquei-me nu..perante mim mesmo e deixei que o meu coraçao me levasse ate mim mesmo...o meu eu.Percebi que sendo humano como sou...como tantos outros...tenho mesmo defeitos, que nao posso fugir a eles.Reconheci que nao sou o homem perfeito...que tenho tantas imperfeições.Que sou passivel de errar, que nao preciso de ter todas as respostas,percebi que tenho deficiencias...areas em mim de sombras, areas escuras, negras como as trevas, desejos ocultos ,fraquezas que nao podem ser confessadas.
Quis rasgar-me por dentro ao confrontar-me comigo mesmo, rasgar a capa que trago por cima tantas vezes.Percebi que viver com a capa da eternidade ..era considerar-me infalivel, ser cheio de arrogãncia,achar-me acima do bem e do mal, da justiça e injustiça, ser intolerante, julgar as pessoas pelas suas falhas, pelas suas ideias, pelas suas visões...nao ser compassivo, chegar ao extremo na busca pela perfeiçao.Que preço alto...este a pagar! Nao abro mais mão do que sou. Cometerei erros, sofrerei, terei decepções...mas tambem serei mais tolernate, mais paciente, menos arrogante, mais compreensivo e saberei amar de uma maneira plena. Livre de preconceitos, de regras pre estabelecidas, do que cada um tem ou nao tem, do que vale ou nao vale mais.Esta sera daqui em diante a minha eterna busca....morrer para mim mesmo...e renascer mais humano.
Bruno

Fazemos o que temos a fazer...

quinta-feira, novembro 01, 2007

Finalmente a minha viagem a Sao Paulo!

Hoje decidi escrever sobre a minha viagem em Maio a São Paulo. A minha primeira viagem ao continente Sul Americano. Neste caso ao Brasil, neste caso á cidade enorme que é São paulo. Passei 15 dias onde poderei dizer que foram divididos em duas partes. Uma parte mais melancólica por factores e circunstâncias pessoais. E uma outra de total deslumbramento e encantamento por me encontrar numa cultura e País completamente diferente. Não poderei dizer nunca que foi mau. Pelo contrário, apesar dos receios que ouvimos deste lado em Portugal sobre a violência e não só, não me senti de forma nenhuma intimidado nesses 15 dias.
Os dias foram passando e a confiança em estar numa cidade nova foi crescendo. Achei as pessoas muito simpáticas, rostos felizes mesmo que se abata sobre a cidade uma catástrofe. Os brasileiros são um povo deveras que sabe receber e acima de tudo constatei pelo que já conhecia cá do "povão" que estão sempre prontos a uma frase, uma palavra , um gesto de simpatia. Não posso dizer que tenha conhecido muita coisa. Na verdade foram poucos os lugares emblemáticos por onde andei. Na altura foi uma viagem feita não para lazer, ou para gastar dinheiro ou simplesmente para conhecer outro país.
Sinceramente apesar da empolgação de ir para um país novo, a sensaçaõ que eu queria e tinha naquela momento era de poder ajudar, poder cimentar uma relação que não estava tão bem quanto parecia. Acima de tudo foi uma viagem feita pessoalmente em nome daquilo que sentia e acima de tudo feita por amor a alguem. Prespectivas essas que mais tarde se goraram nao produzindo o efeito necessário. Valeu acima de tudo por em consciência prespectivar na minha visão que fiz o que podia. E valeu tambem porque foi a minha 1º ( concerteza nao será a ultima) a um país que sempre gostei muito. São várias as diferenças entre portugal e Brasil. Mas acho que o povo brasileiro é unico e ímpa no mundo.São unicos na forma como transformam tristezas em alegrias.
Tem um rol de culturas juntas que formam uma união entre todos sem grandes esbatimentos nas suas formas. São paulo esta dividido em várias áreas. Todas elas enormes. Muita gente tanto de manhã como á noite. gente bonita, gente feia,gente gorda e magra...como em todo o lado no mundo. Não difere em nada. mas somos um pouco diferentes. Somos mais reservados e eles bem mais abertos. Tem uma visão em várias vertentes que nós ainda nao conseguimos ter. Somos ligeiramente mais parados, mais ouvintes e mais observadores. Mas acho que aqui e ali tanto portugues como brasileiro se complememtam muito bem. Dependendo das prespectivas. Estive 15 dias na Zona leste, que para muitos é a zona dos "corinthianos" e talvez a zona menos bonita de são paulo. De qualquer das formas andei pelo metro e a pé e notei realmente nalgumas diferenças existentes. Tanto eles como nós estamos atrasados e avançados em muitas coisas. As diferenças não poderei dizer que são enormes, mas são sem duvida diferenças que se notam.
A violência e o receio numa cidade tão grandiosa como São paulo é o pão nosso de cada dia. para quem vive lá não deixa de ser normal, mas quem entra num país novo em um grande conhecimento quase que se mija pelas pernas abaixo. No entanto só podemos considerar "normal" num país que tem as maiores favelas do mundo e um nivel de pobreza enorme. Fora disso achei São paulo realmente uma cidade fabulosa. Uma das maiores metropoles do Mundo, com cerca de 12 milhões de Habitantes numa cidade apenas... e de todos os gostos e feitios.
Não posso obviamente comparar a Historia de São paulo com a cidade de lisboa. Não vi muitos monumentos, não tive essa oportunidade, mas daquilo que me deu a entender tem coisas realmente muito bonitas. nao é uma cidade histórica como lisboa ou outra do centro da europa mas tem a sua beleza única.
Uma das coisas que tive pena de não ter ido foi a uma praia. O tempo diga-se também não convidava muito a isso. Mas foi uma das coisas que falam tão bem que não conheci. E no Brasil para alem de São paulo estamos perto de outros estados fantasticos. Apesar das distancias serem enormes.
Enfim...foi uma bela viagem, com alegrias e tristeza, momentos bem passados, conheci pessoas novas, vi uma cidade nova, outra forma de entender as pessoas e como elas são no seu meio.Se me perguntarem de novo hoje se valeu apena...a resposta é Sim....sim...valeu apena em todos os sentidos. Se poderia ter sido melhor?Sim...sem duvida que sim.Mas valeu pela aprendizagem e pelo que ficou dentro de mim.
Bruno

quinta-feira, outubro 25, 2007

Estou chateado!!

Hoje como ontem e como na semana passada, sinto-me chateado. Chateado com as pessoas, chateado com o trabalho que tem sido intenso, chateado com o presente e passado e chateado com o futuro. Sinto-me chteado com o mundo. Com a forma como as pessoas agem e reagem. Com a forma de pequenez insensata e desmiolada como todos nós vamos agindo um pouco por aí. Sinto-me chateado porque tenho tentado mostrar ao longo dos anos e das relações humanamente possiveis entre todos os que me passam pela frente que é possivel sermos diferentes e é possivel sabermos utilizar a nossa propria liberdade na forma de nos darmos assim bem como na forma de recebermos.
Estou chateado porque continuo a ter uma luta ingloria neste sentido. Continuo a ver as pessoas medrosas, continuo a ver o jogo do esconde-esconde, do diz que não diz, faz que não faz...blá...blá...blá....por aí fora. Estou chateado pela indiferença das pessoas, pela melancolia incontida e desonesta para consigo mesmas. Estou chateado...comigo mesmo também, por não ter um coração mais desenquadrado, mais desumano.Durante anos a minha luta e desejo assim como gosto principal foi tentar que tanto nos meus namoros como amigos a visão, o enquadramento da partilha, cumplicidade e carinho se mantivesse sempre. E quando digo sempre....é mesmo sempre!
De que nos vale arranjar pessoas, amigos, namorados, namoradas...se nada disto depois não tem uma continuidade?Daí a pergunta sustentável do porquê das pessoas mudarem tanto?Do porquê sistemático das pessoas nos dizerem " Agora as coisas mudaram"! Não são vocês que mudaram! São os outros que vos mudam! Que vos comandam os passos! São as companhias, as amizades, as estratégias desenquadradas de que uma amizade , um amor , um destino só vale o que vale enquanto dura! Mentira! Abomino esse tipo de comentário, a forma mesquinha e medrosa como as pessoas veêm os outros.
Não consigo ser igual na verdade. Ser legitimamente uma pessoa que tanto se dá numa hora como na outra vira a cara baseado em pressupostos de que acabou! Mas acabou o que?Terminou o que?Que essência é esta que temos que nos deixamos comandar pelo abstrato absurdo da limitação da nossa consciência! Quantas vezes ouvi dizer "estou bem" quando na verdade tudo está mal? Quantas vezes ouvi dizer " Amo-te" quando na verdade , nada passa da nossa propria prisão de consciência!? Quantas vezes me disseram " ès fantástico" quando depois descobrem que nada mais valemos?Que fantastico?Que amo-te?
Que desordem de sentimentos é esta? Que verdade existe em cada um ?Estou chateado com todos vocês! Com a forma de pensar, com as atitudes e provações a que se submetem. Aqueles que não sabem chamar AMOR...desenvolvam amor! Aqueles que nao percebem a palavra AMO_TE....desenvolvam experiência! Aqueles que nao percebem que uma amizade é partilha e conhecimento...desenvolvam a liberdade em vós. Não de serem diferentes....mas de serem sempre aquilo que foram! Estou chateado com todos. Com o ridiculo a que se submetem! Pois sejam ridiculos...sejam ridicularizados...mas que no minimo...aprendam!!
Bruno

sexta-feira, outubro 19, 2007

Não existe outra mulher...

Ana Catarina,
Queria te dizer que não existe outra mulher no mundo que o teu pai ame mais senão mesmo tu.Não existe outro amor no mundo que o teu pai goste mais. Ès realmente o maior tributo de Deus. Ès sem duvida uma menina/mulher lindissima. Quero que um dia saibas que és o meu maior orgulho, uma menina linda, inteligente, sensivel, bem humorada, tens um sorriso fantástico e acima de tudo aprendeste com os teus pais a ser justa e com inteligência consegues ver o que muitos adultos nao veêm. Por maiores amores que nós adultos possamos perder...não existe maior amor do que aquele que tu dás. Um amor sincero, um amor puro, sem ilusões, sem descrenças e sem receios. Simplesmente a forma de amar é esta que sempre te quis ensinar tal como a tua mãe. Na verdade se és especial tens a quem sair. Nunca tive duvides de que és filha de pessoas especiais. E que todos os traços que trazes é um bocadinho de nós pais.O que eu quero é que mantenhas esse sorriso, essa alegria, sensibilidade, preocupaçao e atenção que tens tido sempre. O que eu quero é que sejas quem és...sem tirar nem por. Simplesmente tu...tu Catarina...tu menina...tu....apenas tu!Não existe outra mulher porque o teu amor vale na verdade por todos aqueles que possa ter. È unico e inigualavel.E o teu Pai...ama-te e zelará sempre mas sempre por ti em todos os momentos!E nunca percas a criança que trazes dentro de ti. Porque isso fará com que não te tornes dura e fechada. Smile...always...PLay always...and Love forever!
Your Daddy!
Bruno

PANELEIRICES....

Os homens são muito mariquinhas mesmo! Mais ate do que as proprias mulheres o afirmam. Há vários tipos de homens.Há os mulherengos, os mauzinhos, os bonzinhos que mais pareçem cachorrinhos, os malandros, os filhos da puta e os filhos da mãe que são numa escala menor mais bonzinhos que os filhos da puta. Não necessáriamente por esta ordem. E eu pergunto-me. Em que raio de tipo de homem me situo eu?Por um lado existe em mim...o ser carinhoso, compreensivo, bem humorado.Por outro...timido, pouco ousado, meio parado. Por outro lado..já fui apelidado de malandro, safado, sacana, homem ou menino. Ou seja....existe uma mistura quase impropria para cardiacos. O engraçado é que dependendo da pessoa já ouvi todas as opiniões em relaçao a mim.E mediante essas opiniões as pessoas criam uma visão do que querem para si.Paneleirices como eu chamo. Porque andamos sempre a escolher ás vezes sem saber bem o que queremos. Tantas duvidas que temos.Bom...duvidar já é normal e recorrente hoje em dia tudo nos faz confusão.Escolhas...escolhas e mais escolhas.Definição própria alguém têm?
Bruno

Tenho 2 Meses para pensar no assunto!!

Anda complicada esta minha forma de pensar. Tanto queremos algo como de repente já nao querremos. O que é afinal melhor para mim? Quem é melhor para mim?Que forma ou caminho escolher? A minha profissão?O meu futuro?Como me vejo daqui a uns meses ou anos?Com quem estarei?Quem estará ou não comigo? Anda dificil esta percepção. Anda complicado e andamos sempre a fazer escolhas. Escolhas essas que nunca são fáceis. Já nos amores é a mesma coisa. Erramos tantas vezes nas escolhas como sempre achei que os outros erram nas escolhas que fazem também. O que é natural. A vida nao deixa de ser uma experi~encia enriquecedora. Mas...a pergunta que ás vezes me faço é: Quem eu mereço...e quem me mereçe a mim?Afinal o preço a pagar pela nossa felicidade está em inumeros pressupostos. Pressupostos esses, diga-se de pssagem que criamos como quem cria galinhas num aviário.Apereçem sempre oportunidades a cada esquina ou beco.Umas agarramos...outras...nem por isso. O melhor mesmo é ter um tempo necessário. Ás vezes o tempo tras as respostas que desejamos.Outras...nem por isso. Ou continuamos na nossa vida...e como somos; ou enverdamos pelas escolhas fruto dos receios de ficarmos sozinhos, de quem nos pode ofereçer algo ou nao. O tempo server essencialmente não para decidirmos por outros...mas decidirmos por nós. Para o que queremos.O que eu quero.O que eu pretendo.O que eu desejo.Porque ...é assim mesmo.Nada é certo na vida...mas...tudo tem uma razão de acontecer. Portanto...ainda tenho uns 2 meses para pensar no que o Bruno deseja.
Bruno

quinta-feira, outubro 11, 2007

O MEU DESTINO...A MINHA VIAGEM...A MINHA VIDA


Pois é...as decisões tardam muitas vezes, mas acabam por chegar sempre.Nestes ultimos meses tive vários acontecimentos na minha vida.Pessoas que entram, que saem, boas noticias e más noticias.E de todas elas há formas de interagir e nesse caso ver de que forma como angariamos para nós as melhores razões e definições de tudo o que nos é dado a observar e a sentir.Esperei um pouco, andei nervoso, fiquei calado, ás vezes até falei demais. Até que finalmente...acalmei. E ao acalmar-me tomei talvez a maior decisão dos meus 31 anos. Sair finalmente do país. Já anteriormente tinha tido isso na ideia e por duas vezes. E em nenhuma delas consegui fazê-lo. E a principal razao prende-se e prendia-se com o receio e o medo do estranho. Do que será? Como será?De que forma me irei dar?Como irei viver?Que apoio terei?Estarei sozinho?Desacompanhado?Acompanhado?
Enfim...o normal quando na verdade tomamos decisões importantes e que mexem não apenas com uma pessoa , mas com o nosso pedaço de mundo. Amigos, familia, filhos, conhecidos...etc. È na realidade complicadissimo tomar uma decisão. Para tudo há que haver o discernimento necessário. Então...por momentos em vez de ouvir todas as opiniões normais de prós e contras de pessoas amigas ou familiares, ou conhecidos, nada melhor do que ouvir a minha propria voz. A voz do meu coração, da minha razão. Certa ou errada a melhor opinião de todas neste momento é a minha. Apenas só eu e mais ninguém tem a ideia do que é e será melhor para mim. Perguntei-me há tres quatro dias atrás o que fazia na verdade aqui eu? Esta terra é minha?Ou direi antes como Socrates : Eu sou um cidadão do mundo?Preferia usar esta ultima velha máxima de que sou um cidadão do mundo.
De que tenho asas para voar. A razão do medo e do receio é uma razão normal em todos nós. Por momentos pensamos que o que temos nos basta e chega. Por momentos ...apenas por momentos não tentamos. Preferimos tentar...tentar..tentar.E vejo que no meu caso a razão...do tentar...tentar e tentar...não me leva a lado nenhum. Sou na verdade insatisfeito com o que tenho. Insatisfeito não no sentido de mal agradecido pelo que tenho. Pelo contrario. No entanto, há uma necessidade como sempre houve em tantos momentos de alterarmos o nosso proprio clima, estrutura.Portanto...tudo o que quero na verdade é o que sempre quis. Ser feliz, seja lá onde for. E tenho a certeza que sendo eu feliz farei as outras pessoas felizes. Espero e desejo que a mudança que aí vem, que eu decidi...seja mesmo benéfica. E...eu sei que vai ser com toda a certeza.Não só como preciso e necessito...como também a mereço e assim farei por ser merecedor dela.


Bruno

terça-feira, outubro 09, 2007

O que elas desejam e o que nós queremos.

Há vários anos atrás não tinha noção ainda de que forma poderia ou não fazer alguém que estivesse comigo mais feliz. Não tinha noção ainda do amor dado ou recebido. De que sexo era importante numa relação, de que amizade, sentido de oportunidade e formas de percepção eram todas elas importantes. Cumplicidade e partilha eram e estavam ainda muito verdes em mim.

Com o passar dos anos e das diversas relações e formas de relacionamentos vamo-nos apercebendo do que valemos nós e do que valem elas. Das escolhas, dos defeitos, dos medos e receios, da iniciação ao amor. E de toda a aprendizagem que não tiramos apenas e só com uma pessoa, mas ás vezes com várias.

Depende de nós e dos outros. Comecei inicialmente por tantas conversas entabuladas a perceber que muitas mulheres clamavam por carinho, atenção e uma necessidade enorme de ter para com elas alguém que as compreendesse, que as ouvisse, que na verdade para alem de um parceiro intitulado sexual na sua devida proporção, fosse também um amigo.

Porém com o passar dos anos a forma de pensar, o crescimento de cada pessoa, a entrada em cena do extremo consumismo de que somos assaltados todos os dias…levam-nos de certa forma também a desejar que as opções comecem a ser outras.

Com o passar dos anos fui percebendo que a ideia de uma figura onde a amizade, cumplicidade, partilha, seriedade, fidelidade e amor, tinha um papel ingrato.Ou seja…noto que existe de facto uma exigência grande hoje em dia nas escolhas. Na verdade essas escolha não é feita por catalogo como é obvio.

Existem razões do coração que são relevantes. Mas as razões do coraçaõ não funcionam como no tempo dos nossos pais ou avós. Hoje no grande limiar do Século XXI ninguém vê casais para a vida toda. Vemos casais na verdade em part-time. Vemos pessoas que são como pássaros à procura do milho certo.

O grau de exigência tornou-se bem maior. Tanto para elas como para nós. Antigamente e há uns 10/15 anos atrás ainda se conseguia manter relacionamentos com base apenas no esforço, na base da fidelidade e anseio por uma vida melhor a dois. Mesmo que um não tivesse o outro estaria por perto. Eu namorei 11 anos. E do meu tempo tal como eu , do meu grupo de amigos tenho pessoas que mantiveram os seus relacionamentos até hoje. E ultrapassaram os meus 11 anos. Hoje em dia de facto a escolha de um parceiro não é a mesma que existia nesse tempo.

Os pressupostos financeiros tem peso, a ambição das pessoas tem peso e o estatuto conta e de que forma. Estará de facto o mundo virado de pernas para o ar? Ou seremos nós que não conseguimos acompanhar essa escalada de ambição desmedida? Eu já tinha percebido e comecei a perceber nas entrelinhas, na forma de ver a vida por parte de tantos outros que as pessoas hoje em dia vão delineando o futuro conforme aqueles que vão aparecendo à frente.

Hoje temos quase a necessidade de sermos verdadeiros metrosexuais. Temos de ser charmosos, temos de transpirar ambição, ter um emprego que de garantias de futuro e estabilidade , ter alguma coisa de parte que nos possibilite uma amostra, tal como um cartão de visita.

A questão não se centra no amor pelo outro em si. Centra-se acima de tudo numa escolha daquilo que alguém nos pode dar a nós. Hoje para além da cumplicidade, partilha, carinho, amor…existe sem duvida a exigência de possuirmos algo também. Se antes tínhamos duvidas com qual seria a pessoa que deveríamos ou não ficar….hoje essas duvidas são muito mais recorrentes e complicadas.

O que me tem sido dado a perceber é que muitas vezes arranjamos mil e um pretextos apenas e só para dizer “ falta de ambição”. Será duro?Será mau?Será consensual entre todos?Não de todo! Vejo e percebo por parte de quem deseja para o seu intimo uma vida recheada de boas coisas e de ambição natural.

È um egoísmo saudável direi eu ou uma ganância desmedida numa procura incessante? Penso que não o fazemos de forma directa. Fazemos e pensamos no melhor para nós de certa forma de causa/acção indirectamente. Não vejo nem nunca vi como algo mau ou vil. De forma nenhuma.

Porém nunca concordei nem concordarei com o facto de estabelecermos para a nossa vida pressupostos humanamente ambiciosos. Há duas visões diferentes para um mesmo caso. E cada uma delas vai dar a uma mesma razão.Um caminho. Estará o verdadeiro amor sozinho e solteiro fruto da desmedida procura dentro de nós?

Ou seremos nós apenas fantoches de uma visão global dos mídia e tudo aquilo que vemos e lemos? Por todo o lado que olho só vejo: Dinheiro, ambição, estatuto,desejo,poder, ganância.Agora tentem juntar amor, partilha, desejo,fogo,paixão, sexo e cumplicidade.

È complicado gerir, juntar e conciliar tudo. Porque ficará sempre a faltar alguma coisa.Onde existe amor, desejo, fogo , ambição, dedicação, poder…poderá não existir cumplicidade. Onde existe apenas amor, amizade, sexo, dinheiro, poderá não existir estatuto. E por aí fora. Como eu disse já em muitas fases as escolhas que fazemos definem a nossa personalidade.

Definem o nosso estatuto como humanos e como seres que deverão merecer ou não a forma que os outros nos vêem. Nunca há de facto um conjunto de factores que coexistam numa só palavra. Tão depressa dizemos “ Eu amo-te” como no dia seguinte estamos de novo na luta pela procura de um novo parceiro(a).

De facto é complicado chegarmos a uma conclusão daquilo que nos serve ou não nos serve. Se por um lado desejamos o que todos desejam, por outro andamos sistematicamente insatisfeitos. Ou temos ciúmes, ou somos pobres, ou somos ricos, mas uns perfeitos idiotas, ou somos autênticos machos latinos na cama, como tão depressa não sabemos nada e temos de ir ver as cábulas do Kamasutra.


De certa forma hoje caminhando sempre na minha ideia base de amor que eu tive e tenho para mim, olhando para os amigos que eu conheço de há anos e vendo as suas relações com tantos altos e baixos, deduzo e confio sem margem para duvida que amor sem luta, sem confiança, sem uma irmandade e uma conjunção onde duas pessoas desejam o mesmo para as duas é sem duvida um caminho a ser seguido.

Porque…onde está a facilidade de eu desejar já um “produto” pré concebido com tudo? Que luta terá isso para mim? Que futilidade e que bonança trará isso para mim? Momentaneamente existe um deslumbramento próprio de nós assim como uma inveja mesquinha de olhar para o lado e vermos tudo de bom nos outros.

Mas certo será dizer que felicidade assim como Deus ou alguém do lado nos possa ter ensinado…não se baseia nestes pressupostos. Claro que ninguém não deseja, ser ambicioso, ter ambição, desejo de conquista e um melhoramento na sua vida. Todos nós. Incluído eu! Se bem que o meu signo nunca foi muito virado para os bens materiais. Não quer com isto dizer que não os deseje como todos os outros. Carros, motas, dinheiro, uma boa casa, poder viajar, divertir-me…etc. È obvio que sim. Mas nunca será mais desmedido que o amor que sinto pelos outros. Acredito que o amor conquistado nos leva a ter tudo isto .
E não o contrario…que a ambição e o desejo de ter…tem como prémio final o amor. No final de tudo isto…e porque já me vou alongando em demasia…devo dizer que de facto, o que elas desejam e o que nós queremos, continua hoje em dia a ser uma caixinha de surpresas. A nossa forma de ser para com os outros, vai na realidade mudando pouco a pouco, pé ante pé. Porque também assim somos obrigados a fazê-lo. E assim sendo....é uma questão de fé...atitude e nobreza em relação ao que desejamos.

Bruno