sábado, novembro 03, 2007
quinta-feira, novembro 01, 2007
Finalmente a minha viagem a Sao Paulo!
Hoje decidi escrever sobre a minha viagem em Maio a São Paulo. A minha primeira viagem ao continente Sul Americano. Neste caso ao Brasil, neste caso á cidade enorme que é São paulo. Passei 15 dias onde poderei dizer que foram divididos em duas partes. Uma parte mais melancólica por factores e circunstâncias pessoais. E uma outra de total deslumbramento e encantamento por me encontrar numa cultura e País completamente diferente. Não poderei dizer nunca que foi mau. Pelo contrário, apesar dos receios que ouvimos deste lado em Portugal sobre a violência e não só, não me senti de forma nenhuma intimidado nesses 15 dias. Os dias foram passando e a confiança em estar numa cidade nova foi crescendo. Achei as pessoas muito simpáticas, rostos felizes mesmo que se abata sobre a cidade uma catástrofe. Os brasileiros são um povo deveras que sabe receber e acima de tudo constatei pelo que já conhecia cá do "povão" que estão sempre prontos a uma frase, uma palavra , um gesto de simpatia. Não posso dizer que tenha conhecido muita coisa. Na verdade foram poucos os lugares emblemáticos por onde andei. Na altura foi uma viagem feita não para lazer, ou para gastar dinheiro ou simplesmente para conhecer outro país. Sinceramente apesar da empolgação de ir para um país novo, a sensaçaõ que eu queria e tinha naquela momento era de poder ajudar, poder cimentar uma relação que não estava tão bem quanto parecia. Acima de tudo foi uma viagem feita pessoalmente em nome daquilo que sentia e acima de tudo feita por amor a alguem. Prespectivas essas que mais tarde se goraram nao produzindo o efeito necessário. Valeu acima de tudo por em consciência prespectivar na minha visão que fiz o que podia. E valeu tambem porque foi a minha 1º ( concerteza nao será a ultima) a um país que sempre gostei muito. São várias as diferenças entre portugal e Brasil. Mas acho que o povo brasileiro é unico e ímpa no mundo.São unicos na forma como transformam tristezas em alegrias. Tem um rol de culturas juntas que formam uma união entre todos sem grandes esbatimentos nas suas formas. São paulo esta dividido em várias áreas. Todas elas enormes. Muita gente tanto de manhã como á noite. gente bonita, gente feia,gente gorda e magra...como em todo o lado no mundo. Não difere em nada. mas somos um pouco diferentes. Somos mais reservados e eles bem mais abertos. Tem uma visão em várias vertentes que nós ainda nao conseguimos ter. Somos ligeiramente mais parados, mais ouvintes e mais observadores. Mas acho que aqui e ali tanto portugues como brasileiro se complememtam muito bem. Dependendo das prespectivas. Estive 15 dias na Zona leste, que para muitos é a zona dos "corinthianos" e talvez a zona menos bonita de são paulo. De qualquer das formas andei pelo metro e a pé e notei realmente nalgumas diferenças existentes. Tanto eles como nós estamos atrasados e avançados em muitas coisas. As diferenças não poderei dizer que são enormes, mas são sem duvida diferenças que se notam.
A violência e o receio numa cidade tão grandiosa como São paulo é o pão nosso de cada dia. para quem vive lá não deixa de ser normal, mas quem entra num país novo em um grande conhecimento quase que se mija pelas pernas abaixo. No entanto só podemos considerar "normal" num país que tem as maiores favelas do mundo e um nivel de pobreza enorme. Fora disso achei São paulo realmente uma cidade fabulosa. Uma das maiores metropoles do Mundo, com cerca de 12 milhões de Habitantes numa cidade apenas... e de todos os gostos e feitios.
Não posso obviamente comparar a Historia de São paulo com a cidade de lisboa. Não vi muitos monumentos, não tive essa oportunidade, mas daquilo que me deu a entender tem coisas realmente muito bonitas. nao é uma cidade histórica como lisboa ou outra do centro da europa mas tem a sua beleza única.
Uma das coisas que tive pena de não ter ido foi a uma praia. O tempo diga-se também não convidava muito a isso. Mas foi uma das coisas que falam tão bem que não conheci. E no Brasil para alem de São paulo estamos perto de outros estados fantasticos. Apesar das distancias serem enormes.
Enfim...foi uma bela viagem, com alegrias e tristeza, momentos bem passados, conheci pessoas novas, vi uma cidade nova, outra forma de entender as pessoas e como elas são no seu meio.Se me perguntarem de novo hoje se valeu apena...a resposta é Sim....sim...valeu apena em todos os sentidos. Se poderia ter sido melhor?Sim...sem duvida que sim.Mas valeu pela aprendizagem e pelo que ficou dentro de mim.
Bruno
sábado, outubro 27, 2007
quinta-feira, outubro 25, 2007
Estou chateado!!
Hoje como ontem e como na semana passada, sinto-me chateado. Chateado com as pessoas, chateado com o trabalho que tem sido intenso, chateado com o presente e passado e chateado com o futuro. Sinto-me chteado com o mundo. Com a forma como as pessoas agem e reagem. Com a forma de pequenez insensata e desmiolada como todos nós vamos agindo um pouco por aí. Sinto-me chateado porque tenho tentado mostrar ao longo dos anos e das relações humanamente possiveis entre todos os que me passam pela frente que é possivel sermos diferentes e é possivel sabermos utilizar a nossa propria liberdade na forma de nos darmos assim bem como na forma de recebermos. Estou chateado porque continuo a ter uma luta ingloria neste sentido. Continuo a ver as pessoas medrosas, continuo a ver o jogo do esconde-esconde, do diz que não diz, faz que não faz...blá...blá...blá....por aí fora. Estou chateado pela indiferença das pessoas, pela melancolia incontida e desonesta para consigo mesmas. Estou chateado...comigo mesmo também, por não ter um coração mais desenquadrado, mais desumano.Durante anos a minha luta e desejo assim como gosto principal foi tentar que tanto nos meus namoros como amigos a visão, o enquadramento da partilha, cumplicidade e carinho se mantivesse sempre. E quando digo sempre....é mesmo sempre! De que nos vale arranjar pessoas, amigos, namorados, namoradas...se nada disto depois não tem uma continuidade?Daí a pergunta sustentável do porquê das pessoas mudarem tanto?Do porquê sistemático das pessoas nos dizerem " Agora as coisas mudaram"! Não são vocês que mudaram! São os outros que vos mudam! Que vos comandam os passos! São as companhias, as amizades, as estratégias desenquadradas de que uma amizade , um amor , um destino só vale o que vale enquanto dura! Mentira! Abomino esse tipo de comentário, a forma mesquinha e medrosa como as pessoas veêm os outros. Não consigo ser igual na verdade. Ser legitimamente uma pessoa que tanto se dá numa hora como na outra vira a cara baseado em pressupostos de que acabou! Mas acabou o que?Terminou o que?Que essência é esta que temos que nos deixamos comandar pelo abstrato absurdo da limitação da nossa consciência! Quantas vezes ouvi dizer "estou bem" quando na verdade tudo está mal? Quantas vezes ouvi dizer " Amo-te" quando na verdade , nada passa da nossa propria prisão de consciência!? Quantas vezes me disseram " ès fantástico" quando depois descobrem que nada mais valemos?Que fantastico?Que amo-te? Que desordem de sentimentos é esta? Que verdade existe em cada um ?Estou chateado com todos vocês! Com a forma de pensar, com as atitudes e provações a que se submetem. Aqueles que não sabem chamar AMOR...desenvolvam amor! Aqueles que nao percebem a palavra AMO_TE....desenvolvam experiência! Aqueles que nao percebem que uma amizade é partilha e conhecimento...desenvolvam a liberdade em vós. Não de serem diferentes....mas de serem sempre aquilo que foram! Estou chateado com todos. Com o ridiculo a que se submetem! Pois sejam ridiculos...sejam ridicularizados...mas que no minimo...aprendam!!
Bruno
sábado, outubro 20, 2007
sexta-feira, outubro 19, 2007
Não existe outra mulher...
Queria te dizer que não existe outra mulher no mundo que o teu pai ame mais senão mesmo tu.Não existe outro amor no mundo que o teu pai goste mais. Ès realmente o maior tributo de Deus. Ès sem duvida uma menina/mulher lindissima. Quero que um dia saibas que és o meu maior orgulho, uma menina linda, inteligente, sensivel, bem humorada, tens um sorriso fantástico e acima de tudo aprendeste com os teus pais a ser justa e com inteligência consegues ver o que muitos adultos nao veêm. Por maiores amores que nós adultos possamos perder...não existe maior amor do que aquele que tu dás. Um amor sincero, um amor puro, sem ilusões, sem descrenças e sem receios. Simplesmente a forma de amar é esta que sempre te quis ensinar tal como a tua mãe. Na verdade se és especial tens a quem sair. Nunca tive duvides de que és filha de pessoas especiais. E que todos os traços que trazes é um bocadinho de nós pais.O que eu quero é que mantenhas esse sorriso, essa alegria, sensibilidade, preocupaçao e atenção que tens tido sempre. O que eu quero é que sejas quem és...sem tirar nem por. Simplesmente tu...tu Catarina...tu menina...tu....apenas tu!Não existe outra mulher porque o teu amor vale na verdade por todos aqueles que possa ter. È unico e inigualavel.E o teu Pai...ama-te e zelará sempre mas sempre por ti em todos os momentos!E nunca percas a criança que trazes dentro de ti. Porque isso fará com que não te tornes dura e fechada. Smile...always...PLay always...and Love forever!
Your Daddy!
Bruno
PANELEIRICES....
Os homens são muito mariquinhas mesmo! Mais ate do que as proprias mulheres o afirmam. Há vários tipos de homens.Há os mulherengos, os mauzinhos, os bonzinhos que mais pareçem cachorrinhos, os malandros, os filhos da puta e os filhos da mãe que são numa escala menor mais bonzinhos que os filhos da puta. Não necessáriamente por esta ordem. E eu pergunto-me. Em que raio de tipo de homem me situo eu?Por um lado existe em mim...o ser carinhoso, compreensivo, bem humorado.Por outro...timido, pouco ousado, meio parado. Por outro lado..já fui apelidado de malandro, safado, sacana, homem ou menino. Ou seja....existe uma mistura quase impropria para cardiacos. O engraçado é que dependendo da pessoa já ouvi todas as opiniões em relaçao a mim.E mediante essas opiniões as pessoas criam uma visão do que querem para si.Paneleirices como eu chamo. Porque andamos sempre a escolher ás vezes sem saber bem o que queremos. Tantas duvidas que temos.Bom...duvidar já é normal e recorrente hoje em dia tudo nos faz confusão.Escolhas...escolhas e mais escolhas.Definição própria alguém têm?
Bruno
Tenho 2 Meses para pensar no assunto!!
Anda complicada esta minha forma de pensar. Tanto queremos algo como de repente já nao querremos. O que é afinal melhor para mim? Quem é melhor para mim?Que forma ou caminho escolher? A minha profissão?O meu futuro?Como me vejo daqui a uns meses ou anos?Com quem estarei?Quem estará ou não comigo? Anda dificil esta percepção. Anda complicado e andamos sempre a fazer escolhas. Escolhas essas que nunca são fáceis. Já nos amores é a mesma coisa. Erramos tantas vezes nas escolhas como sempre achei que os outros erram nas escolhas que fazem também. O que é natural. A vida nao deixa de ser uma experi~encia enriquecedora. Mas...a pergunta que ás vezes me faço é: Quem eu mereço...e quem me mereçe a mim?Afinal o preço a pagar pela nossa felicidade está em inumeros pressupostos. Pressupostos esses, diga-se de pssagem que criamos como quem cria galinhas num aviário.Apereçem sempre oportunidades a cada esquina ou beco.Umas agarramos...outras...nem por isso. O melhor mesmo é ter um tempo necessário. Ás vezes o tempo tras as respostas que desejamos.Outras...nem por isso. Ou continuamos na nossa vida...e como somos; ou enverdamos pelas escolhas fruto dos receios de ficarmos sozinhos, de quem nos pode ofereçer algo ou nao. O tempo server essencialmente não para decidirmos por outros...mas decidirmos por nós. Para o que queremos.O que eu quero.O que eu pretendo.O que eu desejo.Porque ...é assim mesmo.Nada é certo na vida...mas...tudo tem uma razão de acontecer. Portanto...ainda tenho uns 2 meses para pensar no que o Bruno deseja.
Bruno
domingo, outubro 14, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
O MEU DESTINO...A MINHA VIAGEM...A MINHA VIDA

Pois é...as decisões tardam muitas vezes, mas acabam por chegar sempre.Nestes ultimos meses tive vários acontecimentos na minha vida.Pessoas que entram, que saem, boas noticias e más noticias.E de todas elas há formas de interagir e nesse caso ver de que forma como angariamos para nós as melhores razões e definições de tudo o que nos é dado a observar e a sentir.Esperei um pouco, andei nervoso, fiquei calado, ás vezes até falei demais. Até que finalmente...acalmei. E ao acalmar-me tomei talvez a maior decisão dos meus 31 anos. Sair finalmente do país. Já anteriormente tinha tido isso na ideia e por duas vezes. E em nenhuma delas consegui fazê-lo. E a principal razao prende-se e prendia-se com o receio e o medo do estranho. Do que será? Como será?De que forma me irei dar?Como irei viver?Que apoio terei?Estarei sozinho?Desacompanhado?Acompanhado? Enfim...o normal quando na verdade tomamos decisões importantes e que mexem não apenas com uma pessoa , mas com o nosso pedaço de mundo. Amigos, familia, filhos, conhecidos...etc. È na realidade complicadissimo tomar uma decisão. Para tudo há que haver o discernimento necessário. Então...por momentos em vez de ouvir todas as opiniões normais de prós e contras de pessoas amigas ou familiares, ou conhecidos, nada melhor do que ouvir a minha propria voz. A voz do meu coração, da minha razão. Certa ou errada a melhor opinião de todas neste momento é a minha. Apenas só eu e mais ninguém tem a ideia do que é e será melhor para mim. Perguntei-me há tres quatro dias atrás o que fazia na verdade aqui eu? Esta terra é minha?Ou direi antes como Socrates : Eu sou um cidadão do mundo?Preferia usar esta ultima velha máxima de que sou um cidadão do mundo. De que tenho asas para voar. A razão do medo e do receio é uma razão normal em todos nós. Por momentos pensamos que o que temos nos basta e chega. Por momentos ...apenas por momentos não tentamos. Preferimos tentar...tentar..tentar.E vejo que no meu caso a razão...do tentar...tentar e tentar...não me leva a lado nenhum. Sou na verdade insatisfeito com o que tenho. Insatisfeito não no sentido de mal agradecido pelo que tenho. Pelo contrario. No entanto, há uma necessidade como sempre houve em tantos momentos de alterarmos o nosso proprio clima, estrutura.Portanto...tudo o que quero na verdade é o que sempre quis. Ser feliz, seja lá onde for. E tenho a certeza que sendo eu feliz farei as outras pessoas felizes. Espero e desejo que a mudança que aí vem, que eu decidi...seja mesmo benéfica. E...eu sei que vai ser com toda a certeza.Não só como preciso e necessito...como também a mereço e assim farei por ser merecedor dela.
Bruno
terça-feira, outubro 09, 2007
O que elas desejam e o que nós queremos.
Há vários anos atrás não tinha noção ainda de que forma poderia ou não fazer alguém que estivesse comigo mais feliz. Não tinha noção ainda do amor dado ou recebido. De que sexo era importante numa relação, de que amizade, sentido de oportunidade e formas de percepção eram todas elas importantes. Cumplicidade e partilha eram e estavam ainda muito verdes em mim.
Com o passar dos anos e das diversas relações e formas de relacionamentos vamo-nos apercebendo do que valemos nós e do que valem elas. Das escolhas, dos defeitos, dos medos e receios, da iniciação ao amor. E de toda a aprendizagem que não tiramos apenas e só com uma pessoa, mas ás vezes com várias.
Depende de nós e dos outros. Comecei inicialmente por tantas conversas entabuladas a perceber que muitas mulheres clamavam por carinho, atenção e uma necessidade enorme de ter para com elas alguém que as compreendesse, que as ouvisse, que na verdade para alem de um parceiro intitulado sexual na sua devida proporção, fosse também um amigo.
Porém com o passar dos anos a forma de pensar, o crescimento de cada pessoa, a entrada em cena do extremo consumismo de que somos assaltados todos os dias…levam-nos de certa forma também a desejar que as opções comecem a ser outras.
Com o passar dos anos fui percebendo que a ideia de uma figura onde a amizade, cumplicidade, partilha, seriedade, fidelidade e amor, tinha um papel ingrato.Ou seja…noto que existe de facto uma exigência grande hoje em dia nas escolhas. Na verdade essas escolha não é feita por catalogo como é obvio.
Existem razões do coração que são relevantes. Mas as razões do coraçaõ não funcionam como no tempo dos nossos pais ou avós. Hoje no grande limiar do Século XXI ninguém vê casais para a vida toda. Vemos casais na verdade em part-time. Vemos pessoas que são como pássaros à procura do milho certo.
O grau de exigência tornou-se bem maior. Tanto para elas como para nós. Antigamente e há uns 10/15 anos atrás ainda se conseguia manter relacionamentos com base apenas no esforço, na base da fidelidade e anseio por uma vida melhor a dois. Mesmo que um não tivesse o outro estaria por perto. Eu namorei 11 anos. E do meu tempo tal como eu , do meu grupo de amigos tenho pessoas que mantiveram os seus relacionamentos até hoje. E ultrapassaram os meus 11 anos. Hoje em dia de facto a escolha de um parceiro não é a mesma que existia nesse tempo.
Os pressupostos financeiros tem peso, a ambição das pessoas tem peso e o estatuto conta e de que forma. Estará de facto o mundo virado de pernas para o ar? Ou seremos nós que não conseguimos acompanhar essa escalada de ambição desmedida? Eu já tinha percebido e comecei a perceber nas entrelinhas, na forma de ver a vida por parte de tantos outros que as pessoas hoje em dia vão delineando o futuro conforme aqueles que vão aparecendo à frente.
Hoje temos quase a necessidade de sermos verdadeiros metrosexuais. Temos de ser charmosos, temos de transpirar ambição, ter um emprego que de garantias de futuro e estabilidade , ter alguma coisa de parte que nos possibilite uma amostra, tal como um cartão de visita.
A questão não se centra no amor pelo outro em si. Centra-se acima de tudo numa escolha daquilo que alguém nos pode dar a nós. Hoje para além da cumplicidade, partilha, carinho, amor…existe sem duvida a exigência de possuirmos algo também. Se antes tínhamos duvidas com qual seria a pessoa que deveríamos ou não ficar….hoje essas duvidas são muito mais recorrentes e complicadas.
O que me tem sido dado a perceber é que muitas vezes arranjamos mil e um pretextos apenas e só para dizer “ falta de ambição”. Será duro?Será mau?Será consensual entre todos?Não de todo! Vejo e percebo por parte de quem deseja para o seu intimo uma vida recheada de boas coisas e de ambição natural.
È um egoísmo saudável direi eu ou uma ganância desmedida numa procura incessante? Penso que não o fazemos de forma directa. Fazemos e pensamos no melhor para nós de certa forma de causa/acção indirectamente. Não vejo nem nunca vi como algo mau ou vil. De forma nenhuma.
Porém nunca concordei nem concordarei com o facto de estabelecermos para a nossa vida pressupostos humanamente ambiciosos. Há duas visões diferentes para um mesmo caso. E cada uma delas vai dar a uma mesma razão.Um caminho. Estará o verdadeiro amor sozinho e solteiro fruto da desmedida procura dentro de nós?
Ou seremos nós apenas fantoches de uma visão global dos mídia e tudo aquilo que vemos e lemos? Por todo o lado que olho só vejo: Dinheiro, ambição, estatuto,desejo,poder, ganância.Agora tentem juntar amor, partilha, desejo,fogo,paixão, sexo e cumplicidade.
È complicado gerir, juntar e conciliar tudo. Porque ficará sempre a faltar alguma coisa.Onde existe amor, desejo, fogo , ambição, dedicação, poder…poderá não existir cumplicidade. Onde existe apenas amor, amizade, sexo, dinheiro, poderá não existir estatuto. E por aí fora. Como eu disse já em muitas fases as escolhas que fazemos definem a nossa personalidade.
Definem o nosso estatuto como humanos e como seres que deverão merecer ou não a forma que os outros nos vêem. Nunca há de facto um conjunto de factores que coexistam numa só palavra. Tão depressa dizemos “ Eu amo-te” como no dia seguinte estamos de novo na luta pela procura de um novo parceiro(a).
De facto é complicado chegarmos a uma conclusão daquilo que nos serve ou não nos serve. Se por um lado desejamos o que todos desejam, por outro andamos sistematicamente insatisfeitos. Ou temos ciúmes, ou somos pobres, ou somos ricos, mas uns perfeitos idiotas, ou somos autênticos machos latinos na cama, como tão depressa não sabemos nada e temos de ir ver as cábulas do Kamasutra.
De certa forma hoje caminhando sempre na minha ideia base de amor que eu tive e tenho para mim, olhando para os amigos que eu conheço de há anos e vendo as suas relações com tantos altos e baixos, deduzo e confio sem margem para duvida que amor sem luta, sem confiança, sem uma irmandade e uma conjunção onde duas pessoas desejam o mesmo para as duas é sem duvida um caminho a ser seguido.
Porque…onde está a facilidade de eu desejar já um “produto” pré concebido com tudo? Que luta terá isso para mim? Que futilidade e que bonança trará isso para mim? Momentaneamente existe um deslumbramento próprio de nós assim como uma inveja mesquinha de olhar para o lado e vermos tudo de bom nos outros.
Mas certo será dizer que felicidade assim como Deus ou alguém do lado nos possa ter ensinado…não se baseia nestes pressupostos. Claro que ninguém não deseja, ser ambicioso, ter ambição, desejo de conquista e um melhoramento na sua vida. Todos nós. Incluído eu! Se bem que o meu signo nunca foi muito virado para os bens materiais. Não quer com isto dizer que não os deseje como todos os outros. Carros, motas, dinheiro, uma boa casa, poder viajar, divertir-me…etc. È obvio que sim. Mas nunca será mais desmedido que o amor que sinto pelos outros. Acredito que o amor conquistado nos leva a ter tudo isto .
Com o passar dos anos e das diversas relações e formas de relacionamentos vamo-nos apercebendo do que valemos nós e do que valem elas. Das escolhas, dos defeitos, dos medos e receios, da iniciação ao amor. E de toda a aprendizagem que não tiramos apenas e só com uma pessoa, mas ás vezes com várias.
Depende de nós e dos outros. Comecei inicialmente por tantas conversas entabuladas a perceber que muitas mulheres clamavam por carinho, atenção e uma necessidade enorme de ter para com elas alguém que as compreendesse, que as ouvisse, que na verdade para alem de um parceiro intitulado sexual na sua devida proporção, fosse também um amigo.
Porém com o passar dos anos a forma de pensar, o crescimento de cada pessoa, a entrada em cena do extremo consumismo de que somos assaltados todos os dias…levam-nos de certa forma também a desejar que as opções comecem a ser outras.
Com o passar dos anos fui percebendo que a ideia de uma figura onde a amizade, cumplicidade, partilha, seriedade, fidelidade e amor, tinha um papel ingrato.Ou seja…noto que existe de facto uma exigência grande hoje em dia nas escolhas. Na verdade essas escolha não é feita por catalogo como é obvio.
Existem razões do coração que são relevantes. Mas as razões do coraçaõ não funcionam como no tempo dos nossos pais ou avós. Hoje no grande limiar do Século XXI ninguém vê casais para a vida toda. Vemos casais na verdade em part-time. Vemos pessoas que são como pássaros à procura do milho certo.
O grau de exigência tornou-se bem maior. Tanto para elas como para nós. Antigamente e há uns 10/15 anos atrás ainda se conseguia manter relacionamentos com base apenas no esforço, na base da fidelidade e anseio por uma vida melhor a dois. Mesmo que um não tivesse o outro estaria por perto. Eu namorei 11 anos. E do meu tempo tal como eu , do meu grupo de amigos tenho pessoas que mantiveram os seus relacionamentos até hoje. E ultrapassaram os meus 11 anos. Hoje em dia de facto a escolha de um parceiro não é a mesma que existia nesse tempo.
Os pressupostos financeiros tem peso, a ambição das pessoas tem peso e o estatuto conta e de que forma. Estará de facto o mundo virado de pernas para o ar? Ou seremos nós que não conseguimos acompanhar essa escalada de ambição desmedida? Eu já tinha percebido e comecei a perceber nas entrelinhas, na forma de ver a vida por parte de tantos outros que as pessoas hoje em dia vão delineando o futuro conforme aqueles que vão aparecendo à frente.
Hoje temos quase a necessidade de sermos verdadeiros metrosexuais. Temos de ser charmosos, temos de transpirar ambição, ter um emprego que de garantias de futuro e estabilidade , ter alguma coisa de parte que nos possibilite uma amostra, tal como um cartão de visita.
A questão não se centra no amor pelo outro em si. Centra-se acima de tudo numa escolha daquilo que alguém nos pode dar a nós. Hoje para além da cumplicidade, partilha, carinho, amor…existe sem duvida a exigência de possuirmos algo também. Se antes tínhamos duvidas com qual seria a pessoa que deveríamos ou não ficar….hoje essas duvidas são muito mais recorrentes e complicadas.
O que me tem sido dado a perceber é que muitas vezes arranjamos mil e um pretextos apenas e só para dizer “ falta de ambição”. Será duro?Será mau?Será consensual entre todos?Não de todo! Vejo e percebo por parte de quem deseja para o seu intimo uma vida recheada de boas coisas e de ambição natural.
È um egoísmo saudável direi eu ou uma ganância desmedida numa procura incessante? Penso que não o fazemos de forma directa. Fazemos e pensamos no melhor para nós de certa forma de causa/acção indirectamente. Não vejo nem nunca vi como algo mau ou vil. De forma nenhuma.
Porém nunca concordei nem concordarei com o facto de estabelecermos para a nossa vida pressupostos humanamente ambiciosos. Há duas visões diferentes para um mesmo caso. E cada uma delas vai dar a uma mesma razão.Um caminho. Estará o verdadeiro amor sozinho e solteiro fruto da desmedida procura dentro de nós?
Ou seremos nós apenas fantoches de uma visão global dos mídia e tudo aquilo que vemos e lemos? Por todo o lado que olho só vejo: Dinheiro, ambição, estatuto,desejo,poder, ganância.Agora tentem juntar amor, partilha, desejo,fogo,paixão, sexo e cumplicidade.
È complicado gerir, juntar e conciliar tudo. Porque ficará sempre a faltar alguma coisa.Onde existe amor, desejo, fogo , ambição, dedicação, poder…poderá não existir cumplicidade. Onde existe apenas amor, amizade, sexo, dinheiro, poderá não existir estatuto. E por aí fora. Como eu disse já em muitas fases as escolhas que fazemos definem a nossa personalidade.
Definem o nosso estatuto como humanos e como seres que deverão merecer ou não a forma que os outros nos vêem. Nunca há de facto um conjunto de factores que coexistam numa só palavra. Tão depressa dizemos “ Eu amo-te” como no dia seguinte estamos de novo na luta pela procura de um novo parceiro(a).
De facto é complicado chegarmos a uma conclusão daquilo que nos serve ou não nos serve. Se por um lado desejamos o que todos desejam, por outro andamos sistematicamente insatisfeitos. Ou temos ciúmes, ou somos pobres, ou somos ricos, mas uns perfeitos idiotas, ou somos autênticos machos latinos na cama, como tão depressa não sabemos nada e temos de ir ver as cábulas do Kamasutra.
De certa forma hoje caminhando sempre na minha ideia base de amor que eu tive e tenho para mim, olhando para os amigos que eu conheço de há anos e vendo as suas relações com tantos altos e baixos, deduzo e confio sem margem para duvida que amor sem luta, sem confiança, sem uma irmandade e uma conjunção onde duas pessoas desejam o mesmo para as duas é sem duvida um caminho a ser seguido.
Porque…onde está a facilidade de eu desejar já um “produto” pré concebido com tudo? Que luta terá isso para mim? Que futilidade e que bonança trará isso para mim? Momentaneamente existe um deslumbramento próprio de nós assim como uma inveja mesquinha de olhar para o lado e vermos tudo de bom nos outros.
Mas certo será dizer que felicidade assim como Deus ou alguém do lado nos possa ter ensinado…não se baseia nestes pressupostos. Claro que ninguém não deseja, ser ambicioso, ter ambição, desejo de conquista e um melhoramento na sua vida. Todos nós. Incluído eu! Se bem que o meu signo nunca foi muito virado para os bens materiais. Não quer com isto dizer que não os deseje como todos os outros. Carros, motas, dinheiro, uma boa casa, poder viajar, divertir-me…etc. È obvio que sim. Mas nunca será mais desmedido que o amor que sinto pelos outros. Acredito que o amor conquistado nos leva a ter tudo isto .
E não o contrario…que a ambição e o desejo de ter…tem como prémio final o amor. No final de tudo isto…e porque já me vou alongando em demasia…devo dizer que de facto, o que elas desejam e o que nós queremos, continua hoje em dia a ser uma caixinha de surpresas. A nossa forma de ser para com os outros, vai na realidade mudando pouco a pouco, pé ante pé. Porque também assim somos obrigados a fazê-lo. E assim sendo....é uma questão de fé...atitude e nobreza em relação ao que desejamos.
Bruno
Bruno
sexta-feira, outubro 05, 2007
Pessoa Ideal Parte II ...Where is the Love?
No comentário anteriormente exposto aqui no meu Blog, dignou-se a Exmª Senhora rakkicesdarakette , a opinar e muito bem sobre o post escrito por mim sobre a Pessoa Ideal! Respondeu e muito bem a meu ver no comentário que deixou exposto, dando assim uma ideia lúcida e daquilo que pensa.
No entanto devo dizer que existe uma coisa que não concordo! Mal de nós se concordassemos sempre com tudo! Devo dizer que na frase ..." Não!O Amor não existe" , discordo em absoluto!
Certo será dizer porém quem em parte e no fundo existe em certa medida uma verdade em absoluto. Acredito no entanto que hoje em dia nas relações existem apenas formas de fugirmos a determinadas realidades. Sendo que por isso, ficamos com pessoas muitas vezes não pelo amor...mas sim pela simples medida de nos sentirmos sozinhos e sendo assim, necessitarmos de preencher um certo vazio de solidão com a frase inicial e o sentido que nos tolda a verdade de " Amor" ; Amor que pensamos sentir, que desejamos, que queremos, que fazemos por ter.Mas é um Amor falso.Existe sim é a necessidade básica de preencher lacunas que deveriamos ser nós a preencher.E não os outros.
Agora se nos perguntarmos....se o amor é válido?Se existe na realidade uma verdade inconfundivel de desejo, de fogo, paixão, de querer ficar com alguém apenas pelo desejo de amar, de nos darmos...a resposta é sim! O amor existe, não é frio e trás acima de tudo felicidade a todos que o desejem compartilhar da forma que sentem...e na mesma medida.Pessoa ideal existe sempre. E essa pessoa será sempre aquela que nos ama, nos aceita, nos deseja, aquela que se entrega de corpo e alma. E porquê? Porque ao mostramos quem somos e como somos, a aceitação de quem nos ama, torna-se mais vislumbrante, sentida e desejada. Não existe um "Eu dou" ou " tu dás".Existe uma complementarização de " Nos queremos....nós temos".
Bruno
domingo, setembro 30, 2007
A Pessoa Ideal
Enquanto a pessoa ideal não chega, eu vou bebendo muito, fumando e deixando a vida correr. Mas, quando essa pessoa aparecer, vou ter uma vida calma.
Bem... afinal, só tenho 20 ANOS...Enquanto não chega, resolvo trabalhar muito, ler tudo o que puder, aproveitar as gulodices da vida, pois, quando a pessoa ideal chegar, eu quero estar em boa situação financeira, para curtirmos a vida.
Afinal, só tenho mesmo 30 ANOS...É verdade que agora já não tenho um corpo jovem, nem aquela disposição toda, e faço exercícios mais lentos. Já não tenho pressa em encontrar meu par ideal, mas sei que um dia virá.
Afinal, só tenho 40 ANOS...Quanta cultura e sabedoria acumulei em todos esses anos... Agora, já não me serve qualquer um. Não gosto de qualquer conversa e já não tolero determinadas atitudes.
Tenho 50 ANOS e muita esperança de encontrar a pessoa ideal, agora que estou em plena maturidade e sei exatamente o que quero...A realidade me acordou hoje, somente aos 60 ANOS...Meu coração bate com uma certa tristeza!
Neste momento, penso em quantos milhares de amores interessantes cruzaram o meu caminho...Por onde seguiram? Sós, como eu? Por que tanta chance perdida? Tanta intolerância? Eu era apenas um botão, pronto para desabrochar, e ninguém percebeu isso.
Nem mesmo eu...
Reviravolta em Consciência....
Não importa o que escrevemos ou que tipo de revolução fazemos no papel.Revoluções são feitas como fez Che Guevara!
Revoluções são feitas através de actos!
Revoluções valem o que valem se o fizermos em consciência, com actos, sem medos, sem receios!
Na verdade valemos pelo que fazemos...não pelo que apenas dizemos!
Bruno
Revoluções são feitas através de actos!
Revoluções valem o que valem se o fizermos em consciência, com actos, sem medos, sem receios!
Na verdade valemos pelo que fazemos...não pelo que apenas dizemos!
Bruno
sábado, setembro 29, 2007
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