sexta-feira, março 16, 2007

Relax..babe...or..may be Not!

Hoje passava eu o meu olhar de defunto pelas páginas do correio da manhã na hora de almoço quando como em tantas outras vezes saltava eu a página do "Relax".


Vcês nao compreendem...


È obvio que como homem já olhei por diversas vezes. Pronto...dei uma passagem de olhos rápida. Faz parte do excitamento relativo á baldruega no sentido "operandis" da questão.


Vocês nao compreendem....


Ora bem...deparei-me com artigos expostos pelas meninas de bem que, não ficando chocado deixaram-me a pensar! Nem o próprio Pitágoras me poria a pensar tanto. Quem diz Pitágoras diz Manuel Maria Carrilho e o seu novo Livro das insinuções...sinuosas relativos a pessoas que nao se sabe quem são.


"Soraia, 19 anos, peitos cheinhos, bundinha apertadinha...20 rosas."


E nesta frase compreendi as duas primeras. OU seja...nao tenho 4 anos, mas percebi que o nome da freira é Soraia, percebi que tem 19 aninhos! Tão novinha a fofinha! Mas agora o resto...deixou-me a pensar! Isto é: Peitos cheinhos? Como é isto? È tipo um balão que vamos enchendo ? São peitos á base de ar refrigerado? O que sao peitos cheinhos? Bom...continuei na minha e deparei-me logo de seguida com "Bundinha apertadinha" ora...bundinha...é rabo. Fácil nao é? Pois também acho! Agora...apertadinha!? Rabo apertadinho!? Chegamos á casa das chaves foi?


Vocês nao compreendem....


Vou experimentar ligar para a Soraia e perguntar se é necessário levar um serralheiro! Quem sabe se na casa das chaves do arreiro não terão umas chaves proprias para Bundinhas apertadinhas! E como se abrem!? Esta é a grande questão fieis leitores! Como se abre uma bundinha apertadinha!? È com uma chave inglesa? Temos de chamar uma Betoneira ?Há possibilidades de fazer acordos com a ADSE no sentido de se abrir a bundinha ás prestações?
Vocês não entendem....mas isto dá-me cabo da cabeça!


São questões pertinentes que leva nmuitos homens a pedir o divórcio das casas de alterne!Vocês nao compreendem....mas pergunto-me e dirigo-me a ti soraia...que neste momento deves estar com um cliente...e enquanto rois as unhas de prazer incontido está aí o pobre homem a dizer-te ao ouvido " Ce gosta né safada?" e claro pensas para ti..." Quando é que começa o Noddy?"


Vocês nao compreendem....


Dizia eu ...ou tentava perguntar ....afinal o que é uma bunda apertada? Quer dizer que nunca ninguem lá foi? À dita bundinha apertada? ora se nunca foi é porque ela é virgem! MAs se ela é virgem porque poe um anuncio no jornal? Não pode conhecer ninguem numa palestre da Igreja universal reino de deus? Será que a Soraia como tantas outras saõ aquilo que estou a pensar? Uma Kenga!? Não posso acreditar!!!! Não existem Kengas! Existem é pessoas com necessidades acima da média! Pronto...é puta...lol. Também tem direito a ser! Eu nao sou secretario? Não ha advogados!?Pronto ela é puta! também ganha dinheiro! Haja consideração pelas pessoas! Deixas os homens ir a ela! Ou vir-se nela...tanto faz!


Voces nao compreendem....


Passei esta parte do rabinho da Soraia e parto já para o resto...ou seja...20 rosas! O que eu acho é que elas saõ românticas! São umas queridas! Sim..porque as putas tambem sao queridas! Já viram melhor desempenho de frase do que esta? Diz o nome...SORAIA....Diz como tem os peitos...cheinhos....diz como é de bundinha....Apertadinha e ainda pede com a lágrima a escorrer-lhe pela face...20 rosas!!! Não é querida!??!Não é amorosa? Não dá vontade de casar com uma mulher assim?


Vocês nao compreendem....


Isto é puxar o máximo da condição humana! Porque acham que as mulheres que temos , nós muitas vezes nao ligamos? Ora...uma mulher não nos diz dá-me 20 rosas! Diz sempre com um ar de desprezo " Ve lá se um dia me trazes flores" isto não é nada meus amigos! Reparem na Soraia...teve um objectivo....as ROSAS...e teve matematicamente falando um numero...20! Isto sim é de mulher! Mostra a raça e fibra de alguem que quer amor!


Vocês nao compreendem....


Mas....fiquei feliz de ligar para ela e ela responder " Oi gatinho...meu horário está preenchido das 11:00 até ás 18:00....mas pra vc tenho meia horinha"-....com estas palavras a serio...vi-me no céu! de repente estava ali uma mulher que estava preenchidad de trabalho. Estava ali uma mulher trabalhadora, que cumpre um horário e mesmo assim tem tempo para uma palavra de apreço e dizer-me " pra vc tenho meia horinha". Isto denota amor..denota vontade, denota sentido de posição e extrema alegria de dár....dar o pito...claro.


Vocês nao compreendem....


Esperem....o telefone toca:
- Sim? Quem fala?
- Olá...sou eu
- Eu? Eu quem?
- Sou eu pá...
-Há és tu....diz?
-Olha só para te informar que 20 rosas significam 20 euros.
- 20 euros'????
-Sim....20 euros Bruno....
- Porra.....


E desliguei.....


Moral da História....


Que moral!? Mas esta historia tem alguma moral!? Ide levar abatanados no rabo!
Pronto...moral é que ela era uma puta....olha que esta.....
Mas....vocês...nao compreendem....I aint scare of you mother fucker s.....


Bruno Fernandes

segunda-feira, março 05, 2007

Finalmente de Volta! Sentiram saudades nao foi?

Ola!! Pronto! Agradecia antes de mais que se mantivessem sentados nos vossos lugares e que se mantivessem calmos. Nada de piruetas no ar, nada de piropos exagerados. Pronto passado algumas semanas de inactividade, estou de volta! Como calculam devem estar neste preciso momento a questionar-se..." Será que ele vem cheio de novidades?".Bom...na verdade dia após dia existe sempre alguma novidade. Sempre dados novos na nossa vida que muitas vezes por pensarmos que é uma cópia de tudo o que nos acontece não deixa de ás vezes ser sempre uma novidade. Algo novo. Sinto-me renovado. Principalmente a nivel psicológico. Já nao me sinto aquele menino medroso e enfadado que toda a gente gosta mas que fica sempre com aquela ideia de..." Hum....de certeza que ele é gay". Pois...mas tirem o cavalinho da chuva porque nao sou mesmo! Soubessem antes voces todas as minhas aventuras de uma vida e diriam antes que sou um verdadeiro Ulisses! Qual Deus Grego! Mentira...não é tanto assim . Eu sei...eu sei... todos temos limitações. Nas ultimas semanas decidi e apos uma conversa aqui e ali com pessoas mais chegadas e outras nem tanto que se nao vivermos os factos da vida, tudo o que ela nos ofereçe, seja bom ou mau, tenhamos receio ou nao...nunca saberemos verdadeiramente como viver.
Meus amigos saibam de uma coisa que acima de tudo terão de tomar tambem como uma verdade inequestionável...que a vida passa depressa, as amarguras fazem parte do mesmo lote individual de cada um e que acima de tudo....por amor de Deus...percam o medo de tudo e todos e sejam diferentes. Marquem a diferença sendo sempre mais. Tenham liberdade de expressão, vivam cada momento como se fosse o ultimo, tenham a noçao de que não somos só nós que aprendemos com os outros. Ou outros também aprendem connosco. DO NOT BE AFRAID!
Bruno Fernandes

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Detesto Hospitais!

Isto a coisa mais fácil quando se vai ao medico era haver um catalogo de doenças! Assim escolhiamos e eramos atendidos na hora e conforme cada doença. Ir ao médico ás vezes é um pesadelo. Entramos numa sala de urgência é como entrar directamente no "inferno"...aliás é como ter uma visao do inferno. Depois numa urgência há de tudo. Pessoas realmente muito mal...e aqueles que acham que um corte numa unha é a morte total e letal delas ou deles. Depois ficamos horas á espera que alguem nos chame numa urgencia. Ok...há muita gente...para tao poucos medicos. E entao?


O que é necessario nao é contratar mais medicos. È dizer a determinadas pessoas que...."Olha...tu nao vais ter um AVC na unha...." mas não....basta partirem uma unha, basta sentir uma dor na orelha que desatam aos berros feito bezerros " eu vou morrerrrrr". Se a musica fosse estupida...eram todos um saxofone!! Porque realmente sejamos claros e transparentes....nao nos sabemos tratar? Nao sabemos fazer a distinçao entre ter uma dor de nada e um cancro? Nao sabemos a distinçao entre uma misera constipaçao e a gripe das Aves? Entao porque somos tao mariquinhas?


Odeio hospitais porque os medicos sao uns tarados! Sim...tarados..ouviram bem! Uma pessoa entra num consultorio...e quase sempre nos dizem com aquele olhar felino..." Dispa-se por favor!" Mas o que é isto? Dispa-se? Tás em casa nao? Eu por acaso vou a casa dele e peço à sua respectiva esposa para se despir? Dispa-se nada! Ou entao fazemos assim....se eu me despir...vc tambem se despe! Assim ficamos em pe de igualdade!


Eu sei bem o que eles querem.Os medicos sao é uns frustrados! Estudam o nosso corpo...querem-nos despidos, olham-nos com aquela cara que estao indiferentes...mas quando se viram para tras para ir buscar o estetoscópio eu bem sei que eles fazem aquela cara tipica de quem vai ter um orgasmo! Vamos falar de um urologista que para quem nao sabe é tipo ginecologista...que para quem ainda continua sem saber são médicos muito estranhos e médicas que escolheram como modo de vida nao ser medico mas sim observadores atentos de pilinhas e pipis. Eu sei muito bem que verem isso é como ter um orgasmo visual.


Porque é que quando atendem um paciente e este depois se vai embora, estando o outro depois á espera...demoram sempre uma eternidade a chamarem-nos!? Pois...lá estao eles na casa de banho...a fazer-se sabe -se la o que.....depois entramos na sala e la estao eles! Com uma cara de parvos , um sorriso de orelha a orelha, todos vermelhos como quem diz " Aiii...venha o próximo". Odeio hospitais porque as pessoas sao umas stressadas! Um gajo diz que tem de ser operado á perna direita e eles operam a perna esquerda.Eu ja entendi o porquê!

Agora nas salas de operações eles tem tipo uns phones com bocal de contacto tipo walkitokies que entram em contacto uns com os outros do tipo " Passa o bisturi...passa a tesoura" alias é mais fácil falarem baixinho atrasves disso do que andarem aos berros a pedirem pra passar as cenas!


Aliás...os doentes ate nem tomam anestesia pra nao ouvir nada! Nao nada disso. Mas eu descobri porque operam as pernas ao contrario. Eles nao utilizam aquele meio de contacto, para pedir as coisas.Eles estao é distraidos a ouvir o relato da bola e quando ouvem o comentador a dizer " E rui costa xuta com a perna direita e falha" pensam logo " Porra...filho da mae...se fosse com a perna esquerda!" ...Pronto...entendem agora, porque saem de la os doentes mais doentes do que entraram?


Odeio hospitais sim...eu por exemplo...sou abençoado...pronto..num determinado ponto do corpo. Ok..nem todos tem essa bençao...mas Deus dá pistachos a quem nao tem placa de dentes! Aqui há uns tempos fui a uma médica urologista que naturalmente... me pediu "dispa-se" logo a seguir caiu para o lado! Era ve-la a esspumar-se pela boca e eu sem saber o que fazer! Há e tal isso é bue grande! Pois...quem mandou ela dizer...dispa-se? Quem a mandou ser obsrevadora de pilinhas? porque nao foi secretaria? Se nao aguentam determinadas coisas...just don t do it! Ora...hospitais é isto...Loucos, desvairados, doentes,fingimentos...por isso odeio hospitais! Comprem uma farmacia ou transformem o quarto dos fundos num hospital de campanha! Agora nao vao para os hospitais feito loucos como se tivessem Avc s de meia em meia hora!!


Bruno...Fernandes!

terça-feira, janeiro 16, 2007

INDIFERENTES AO AMOR - POR BRUNO MONTALVÃO.


DIZEM que finjo ou mintoTudo que escrevo. Não.

Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,

O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio

Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,Sério do que não é.Sentir?
Sinta quem lê!

( Fernando Pessoa)



"A INDIFERENÇA AO AMOR"
(Por Bruno Montalvão)





Durante largos anos e à medida que me fui tornando e fazendo homem, um menino crescido, entendi e vou entendendo que no Universo do Amor havia, uma necessidade básica e Universal, de expressarmos todos os sentimentos que ao longo da vida vamos tendo. Ter e perceber o amor no seu todo, leva-nos a um estudo efectivo, afectivo e diário. Perceber as razões do amor, a diversidade e a ordem em como o colocamos na balança da vida, é entendermo-nos também como seres humanos. Ás vezes nas conversas que vou mantendo com as pessoas de todos os quadrantes e extractos sociais, sejam eles novos, velhos, ricos, amigos, colegas, namoradas, etc; nesta observação que faço de cada um , noto sem a menor dúvida, que falta e existe por parte das pessoas um receio e um medo de se darem e de se mostrarem. Não posso contrariamente aquilo que sou em relação aos outros fazer qualquer exigência. Mesmo que isso me magoe interiormente.



De certa forma a inibição que cada um tem dentro da sua própria reserva não pode nem deve ser a minha assim como de modo contrário. Existe na realidade e sem grandes excepções à regra, receios interiores de dar e receber amor. Como se o amor estivesse sempre enjaulado, engaiolado e só pudesse ir ao pátio de vez em quando receber um pouco de sol matinal. Ficamos e andamos limitados em dar e receber carícias ou afecto. Cuidado amor!! Fica mal dar ou receber. Reservemo-nos à dádiva! Escondemo-nos da entrega e fugimos sempre de forma subtil ao recebimento. Cada pessoa é uma única e só pessoa. Cada pessoa tem uma história. E cada pessoa utiliza-se dos seus medos, e receios da forma que entende ser e dar-se.

Cada forma de amor é uma forma de amor estipulada por crenças, receios, avareza, ciúme. Da mesma forma que não podemos dizer que vamos à Igreja e rezamos a Deus quando nos actos praticados nada corresponde a nada. De que me vale acreditar em algo se depois no acto da solicitação ficamos com medo? De que me vale dizer que amo, se não dou atenção a esse amor? De que me vale dizer que as pessoas estão dentro de mim se eu não estou com elas? De que me vale dizer que tenho saudades se nunca estou presente? De que vale sentir amor …se o ignoro como forma de desapego muitas vezes.




Para cada pessoa existe uma perspectiva de dar e receber o amor, ou no amor, muitas vezes, encaramos o dar e o receber como uma moeda de troca. Temos de dar a alguém porque alguém nos deu a nós. Temos de cuidar de alguém porque alguém cuidou de nós. Na realidade, na arte de dar e receber, não existe definido uma regra. Regra essa que nos obrigue a dar assim como aceitar. Mas, muitas vezes de forma até consciente, impomos a nós mesmos a regra de dar ...para poder receber.

Supostamente deveríamos ter um prazer incontido na entrega. A entrega é também um estimulo do amor. Quando falamos de algo com paixão, fervor, vontade insaciável é porque nos sentimos vivos. Existe em nos a necessidade de nos sentirmos vivos. Muitas vezes nas relações que temos e vamos fazendo ao longo da vida, o prazer da entrega é substituído pelo medo nocivo que temos de fazer essa mesma entrega. O medo, o receio de ficar sozinhos, de não ter amor, de nos sentirmos perdidos. As nossas escolhas são delimitadas muitas vezes pela forma e momento que nos sentimos.




A isso se chama...miséria afectiva. Medo de entrega. As pessoas tem fome de amor apesar da enorme abundância existente no Universo. Muitas gente, que em muitos casos não recebe o amor que tanto deseja ou quer , guarda para si a visão inóspita que tem do seu próprio amor. O problema existente quando guardamos amor, para nós, para o nosso eu, para a visão que dele temos, amor que não tivemos, que nos faltou, que não nos foi facultado ou não facultamos...ele não renasce. Reciclamos, transformamos e definimos como outras formas de amor. De dar e receber.

O amor que guardamos é o amor ignorado, triste, magoado, abandonado à sorte .É um amor não cumprido, o amor não amado e não dado. Quando criamos novas relações e mesmo libertos existem vazios por preencher. Criam-se relações insípidas, em que o amor dado é menos, porque queremos e ansiámos ficar com mais. Muitas vezes perdem-se os estímulos, as carícias, a paixão, a vontade e o desejo , porque passa a ser mais importante o questionamento do certo ou errado. Ignoramos tantas vezes, porque são tantas as vezes que não nos lembramos que somos humanos. Justificamo-nos por tudo e por nada, quando na verdade a maior abertura, é aquela em que deixamos de lado tudo para sermos felizes. A abertura ao amor é abertura a um todo. O desprezo por um todo, é um desprezo por nós próprios.



Hoje em dia por muitas vezes vivermos numa miséria afectiva, buscando o nosso lugar ao sol, tentamos denominar o amor, nas suas mais diversas formas. Porque de repente deixamos de sentir as sensações do amor? Do toque? Da carícia? Do olhar? Aquela vontade de beijar? De abraçar? Porque não somos expontaneos? Loucos? Destemidos? Amarei um filho de determinada forma? Ou amarei todos da mesma forma? Porque de repente deixamos de conquistar o ser que somos? O nosso eu...é o nosso maior inimigo. Priva-nos do amor. De voltar a sentir. Esconde-nos das nossas emoções. Esconde-nos da abertura. Recolhe-nos no nosso triste esconderijo. Somos mais vis e maus, não para com os outros mas para nós mesmos. Aldrabamos a nossa própria alma e os sentimentos com questões filosóficas que nos impomos. Mas que o tempo muitas vezes trata de apagar. Na realidade, não vivemos na verdade o verdadeiro sentido de amar .




O real sabor do amor. Desprezamos o verdadeiro significado do amor em prol dos enganos viciosos da alma. É como se colocássemos uma máscara e mostrássemos a todos que amor, é aquilo que mostra a máscara e não aquilo que realmente esta cá dentro. Por isso muitas vezes o estimulo, o encanto, a magia, a raiz do amor anda de mãos dadas com a solidão. Uma grande parte das pessoas perde o respeito ao amor, nega a alegria, foge do encontro, do encantamento, da magia e vai perdendo assim a sua verdadeira essência e transparência. Muitas pessoas vivem ainda adeptas e pertencentes ao clube dos Insatisfeitos. Onde existe desculpas para tudo, onde existe o concurso perverso, para quem trabalha mais, quem faz mais, quem se dá mais, quem merece mais.

Um clube onde se discutem as dificuldades sexuais, as insatisfações, as regras e os receios. O clube da selva, onde vale mais e quem magoa mais. Onde amor é aquilo que quero, aquilo que desejo mediante a minha visão e não a visão universal . Onde interessa sim ter amor mas amor trabalhado, definido, moldado, subjugado. Amor feito de regras , de estabelecimento de prioridades. Amor de embuste , amor individual, amor cego que nos criva no peito a vontade de receber o nobre titulo individual de ser feliz assim.


O clube das acusações e direitos inerentes à felicidade. Diferente deste clube, existe o clube dos seres humanos, onde reina o coração aberto, onde reina a alegria, onde vivem as pessoas apaixonadas por amor. Onde dar e receber não é uma regra...sim uma dádiva. Um clube onde existe o desejo, onde dar e receber é cooperar e saber partilhar sem receios. Amor…que é livre, é espontâneo, que não olha a credos, a raças a medos. Levar uma vida plena de amor onde os medos, a obediência de quase sufoco a que nos devemos dar ou entregar por regras com definições estabelecidas é como dividir o amor nas suas diferentes formas. Só se deve dar um pouco ali, um pouco aqui. Cuidado que eles olham!! Cuidado que não posso dar-me muito!

Deste lado recebe-se muito..daquele...recebe-se pouco. Assim sendo vamos perdendo o rasto da verdadeira essência de amor. Será que Cristo não nos ensinou afinal nada? Será que nesta busca de aperfeiçoamento de tantos anos que tantos de nós levamos não chegamos a aprender mesmo nada? Continuamos os mesmos estúpidos de sempre agarrados à carne e subjugados aos olhos dos outros? Que medo existe em amar? No que me toca a mim e hoje muito mais bem preparado com todo o amor, a essência, o carinho , o desejo em qual me reconheço e entrego, sinto-me bem mais vivo. Ganhei mais honra em mim mesmo, mais personalidade, mais convicto nas minhas ideias , muito menos subjugado, muito mais forte…mas também mais livre no que toca a amar no seu todo. È uma alegria ser um apaixonado pelas pessoas. Sem receios, sem medos ou subterfúgios.

È uma alegria porque são as pessoas que são a força do amor. São as gentes. Somos nós e vós. Que alegria existe apenas na partilha de um amor? De um ser? Se houvesse alegria apenas na partilha de amor com apenas uma pessoa…deus deveria ter criado apenas um ser….e não….biliões. Amem-se uns aos outros disse ele. No entanto teimamos em não amar. Não aprendemos nada porque não ouvimos, não discernimos. Pensamos apenas no nosso eu. Amar muitos? Não…não pode acontecer isso. Só sou feliz se me amarem a mim e aos outros vamos dando apenas o que podemos. Porque o amor tem olhos em todos os lados.



Não gosto de ser apenas "Normal" como tanta gente. Livre no sentido em que percebi que amor...é entrega total das pessoas. Hoje em busca do momento, da livre lei , que de nós faz livres seres, enquadro-me na perfeição no verdadeiro sentido de amor que devemos ter uns em relação aos outros. Não existe alma mais em paz senão aquela que descobriu o relógio da vida. Do relógio que bate e que anda de acordo com o tempo.

Hoje muito mais bem preparado, a carícia essencial que nos absorve, ensina-nos e ensina-me que amar é sermos livres de preconceitos e de obediência aos olhares indiscretos. È sermos livres em nós . Acima de tudo a nossa liberdade. Acima de tudo a forma e transparência com que nos entregamos a nós mesmos. Sem medos e sem receios da confrontação das janelas indiscretas. Quanto mais predispostos a agarrar a nossa essência, o que sempre fomos e tivemos...mais humanos vamos sendo. È na liberdade de poder amar que está a chave de saber receber.



RELAÇÕES



Na minha perspectiva existem dois tipos de relação.


Aquela em que o coração bate desenfreadamente, aquela em que a paixão inicial toma conta de nós, aquela em que a chama, o fogo interior clama, onde o desejo quase se transforma em luxúria. Aquela em que contemplamos no outro o nosso olhar. Nunca tive duvidas que ao gostarmos de alguém , não basta apenas gostar, tem de existir química, temos a meu ver de nos apaixonarmos pelas pessoas. Sem isso e apenas com a base de que o amor pode ser construído e definido nunca existirá entrega total das pessoas. Chegaremos então a um ponto de insatisfação. Porque esse ponto mais tarde ou mais cedo chegará. Porque no amor tudo é necessário para ser em pleno.



Outro tipo de relação é a simbiose que existe entre duas pessoas "imcompletas" que se unem esperando, que com o modelo e convite do outro, conseguirão realizar-se assim como o encontro entre um cego e um manco. Em vez de ficarem juntos pelas suas potencialidades...ficam pelas suas fraquezas e medos. Por um lado temos o sentido único e verdadeiro que é a paixão incial. A força arrebatadora que nos leva a uma entrega desinibida, desmedida, mas sentida.



Por outro lado temos o que chamamos de liberdade de escolha. E no amor exista ou não formas de nos dar e receber, estados e sentimentos diversos, existe acima de tudo a liberdade que temos em escolher o caminho designado por nós a seguir, mesmo certos ou errados. As escolhas são nossas. E na verdade o amor é muito maior e mais resplandecente do que simples duvidas ou questões pertinentes.




Simplesmente porque somos livres. Fazemos em muitas alturas más escolhas...mas fazemos...porque somos livres. Fazemos boas escolhas, mas fazemos, porque somos livres. No meio das escolhas que fazemos, dos caminhos que seguimos, existe na decisão de uma escolha a liberdade de poder escolher. È através da consciência da escolha que determinamos o caminho a seguir. Mais importante que este nosso desejo que acalentamos de mudar é sem duvida estarmos comprometidos com esta mesma mudança.

Muitas vezes quando nos predispormos a mudar, pensamos em demasia no que os outros vão dizer ou vão pensar, em razão da nossa transformação. De certa forma a mudança em nós existe pelo vazio existencial que sentimos. Muitas vezes expresso esse mesmo vazio aquando e por nossa vontade nos remetemos ao silencio. Ao fazermos isto, vamos guardando para nós toda a insatisfação e rebeldia que temos. A estrutura interior treme.


Fica condicionada. Neste momento de fraqueza interior , pegamos em todas as pedras que temos e atiramos em todas as direcções possíveis. Não só nos estamos a massacrar a nós como a vingarmo-nos. A frustração que existe numa mudança mal efectuada, mal compreendida, transforma-nos em principies infelizes. Por momentos sentimo-nos por cima de todas as situações. E de certa forma superiores com a velha máxima momentânea de " Nós temos...vós...não tendes".
È um processo árduo de crescimento interior tambem. A base da felicidade, não está definida no tempo em que mudamos, na semana, nos meses ou nos anos em que mudamos. Está sim definida na forma como mudamos. E mudança implica respeito por nós e pelos outros. Mudança não implica falta de amor, desprezo ou desapego. Mudança significa crescimento e respeito contínuo por todos.



É importante aceitarmos a mudança de livre e espontânea vontade. Se bem que é complicado fazê-lo em muitas ocasiões. A repressão da carícia, dos desejos, do amor tem efeitos nefastos em nós como seres humanos. Como seria se nós de repente deixamos de acarinhar um filho nosso? De certa forma ao aplicarmos as mudanças na nossa vida , mudamos também a aplicação de dar e receber amor .E pensamos erradamente que quando mudamos temos de mudar o amor que temos também. Muitas vezes mudamos numa relação em função dos outros. Se amor é livre...porque o denominamos com regras? Por respeito ao outro? Ou por medo de perdermos? E vamos andando assim de relação em relação. A fazer concessões ao amor.A definir prioridades. A definir novas regras. A livre vontade de amar é libertarmo-nos de todas as concessões que nos induzimos como forma de novas drogas. Durante anos a fio pensei que escondendo-nos nos outros, escondendo-nos em nós era a melhor forma de resguardo de tudo. Até ao dia que me apercebi que não existe forma mais livre de amarmos sendo nós mesmos. Não posso deixar de me sentir injustiçado sabendo que sou justo quando sinto no coração que não mais do que digo é a mais pura das verdades.E não posso rejeitar a forma como penso em função dos outros ou de novas relações que vamos tendo ao longo da vida em prol da minha felicidade. Sei que a minha felicidade são as pessoas que amo, são os meus amigos, são as pessoas que com eles vou partilhando a minha vida sem excepção ou regras. Sei que a minha função é mostrar amor, dar amor e ser livre em mim mesmo. Sozinho ou não , triste ou abandonado á sorte, a verdade é que me sinto feliz por me sentir aconchegado por Deus. Por saber e descobrir que tendo alguém ou não a minha felicidade nao depende de quem tenho. Depende da forma como aquilo que tenho é respeitado por quem me dou e a quem me dou. Gosto de ver o mundo feliz...mas gosto de ver acima de tudo ver as pessoas felizes com justiça no coração. Neste sábado a minha filha perguntava:
-Pai, vais gostar e estar sempre perto de mim?Prometes que vais?
-Não preciso de prometer aquilo que tu sabes que vais ter sempre.
- O que pai?
- Todo o meu amor!
- E se morreres pai? Se te fores embora um dia?
- Só me vou embora quando morrer caty. Mesmo que estejas longe estarei sempre contigo. E se morrer encontras-me lá em cima no outro planeta.Estas sempre no meu coração.
Sabem o que ela respondeu?
- Isso não chega pai.
Isso não chega...foi a resposta que tive. E vindo de uma menina de 4 anos, veio directo ao que eu penso. Não chega estarmos no coração. Porque todos precisamos de amor. De actos, de afecto.

Debatemo-nos tristemente com esta forma de que as aplicações de dar e receber tem e terão sempre tendência para mudar. Porque mudamos a nossa forma de amor? Se mais tarde nos questionamos sobre um beijo? Um abraço? Um momento? Porque temos tendência a mudar se mais tarde questionamos essa mesma mudança? Ao comportarmo-nos como principies infelizes, caímos na teia da triste resignação. Tornamo-nos mais frios e inconsequentes e assim sendo...indiferentes ao amor.



Deve-se lutar contra as ignorâncias próprias das pessoas que se têm interiormente, assim, deste modo, tem-se a acumulação de virtudes que, dependendo do merecimento, transformar-se-á em amor, sublime doçura para ser distribuído aos carentes e necessitados. Fazer aos outros tudo aquilo que gostaria que se fizesse para a com própria pessoa, isto é, muito difícil de acontecer, tão pouco compreender, pelas limitações que a pessoa impõe a si mesma, no entanto, em palavra todos dizem que são assim. Todos se mostram libertos de tudo, todos se mostram grandes seres cósmicos de amor.

Mas na verdade e sendo realistas na sua forma mais dura …são todos uma bela merda da montra que teimam em exibir fruto do expoente máximo da sua teimosia tenebrosa. Enquanto não houver a compreensão entre as pessoas, buscando sentir os diversos graus de conhecimento da realidade espiritual, não há como o amor crescer, e se estabelecer o paraíso celeste num lapso de tempo curto. As pessoas imaginam possuir o amor e serem grandes na sua forma de dar. Mentira! Vivemos na grande maioria enjaulados por tudo o que os outros pensam. Por isso temos vergonha do próprio amor.

De mostrar o amor. Somos uns seres vergonhosos que continuamos ignorantes. E ignorantes vamos caminhando felizes supostamente livres de apontamentos , porque a nossa consciência nos dita com exactidão o quanto estamos certos.



O ser humano nasceu para ser feliz, entretanto, essa felicidade é conturbada com as vicissitudes da vida, os prazeres do mundo material, a insegurança como ser humano, a busca de querer só erguer-se, tudo isto forma uma estrutura em seu ego, ou em sua auto-suficiência, culminando com a ganância, o orgulho, a inveja, e muitas outras coisas mais. Por isto tudo continuamos ignorantes. Aprendemos o amor…mas eis que de repente voltamos atrás com medo de sermos novamente infelizes. E continuamos ignorantes. Somos não escravos de nós, mas escravos dos outros. Entregamo-nos muitas vezes ao pensamento do alheio quando na verdade …the True will seth you free!









E sendo assim entretanto duas coisas acusam a fraqueza e a leviandade de quase todas as pessoas: a arrogância na prosperidade e o abandono da infelicidade ou melhor dizendo; as pessoas desprezam-nos quando se acham numa condição feliz ou nos abandonam quando nos encontramos em má situação. Dentro da sua felicidade está o leve toque de “ deixem-me agora”. È de forma triste e magoada que de longe vejo como as pessoas se comportam. Vestem-se de gala para viverem os momentos. Sobem ás estrelas e de lá nos vislumbram com um certo sorriso amarelo. Sentir o amor é estar limpo das maledicências.



Aquele que, numa e noutra sorte, se mostrou firme, constante e inflexível, deve ser considerado raro e quase divino.



O fundamento desta estabilidade e desta constância que procuramos na amizade e amor é a confiança: sem ela, nada é estável. Escolhemos, pois, um amigo, um amor, de costumes simples e fáceis, que pense e sinta como nós; tudo isto conserva a fidelidade. Uma alma dissimulada e tortuosa não pode ser fiel. Aquele que não tem o mesmo gosto, nem os mesmos sentimentos nossos, não pode ser um amigo certo e constante.




Por fim dizer que o respeito mútuo é sentir que todos precisam uns dos outros, nas suas fraquezas, nos seus sucessos; e, porque não dizer no seu nível evolutivo dentro dos conhecimentos do verdadeiro caminho de amor, de felicidade e de encanto, onde todos cantam os hinos divinais, e sentem as energias das plantas elevando a todos.



Não sejam ignorantes…abracem a vida e todo o que vos oferece!


Bruno Montalvão

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Assim se perdem no tempo...assim se ganha no espaço!



Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor.Muito mais... eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,enquanto o amor tem intrínseco o ciúme,que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor,que tivessem morrido todos os meus amores,mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebemo quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...A alguns deles não procuro,basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.Mas, porque não os procuro com assiduidade,não posso lhes dizer o quanto gosto deles.Eles não iriam acreditar.Muitos deles estão lendo esta crônicae não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,embora não declare e não os procure.E às vezes, quando os procuro,noto que eles não tem noção de como me são necessários.De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,porque eles fazem parte do mundo que eu,tremulamente construí,e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.Se todos eles morrerem, eu desabo!Por isso é que, sem que eles saibam,eu rezo pela vida deles.E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,compartilhando daquele prazer...Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permiteter sempre ao meu lado, morando comigo,andando comigo, falando comigo, vivendo comigo,todos os meus amigos, e,principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!Nós não fazemos amigos, reconhecemo-los....
Bruno

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Verdadeira Amizade - For you My Friend

Para ti que dizes que nao faço uma unica referencia a ti mesmo...aqui vai!!

Costuma-se dizer que ninguém pode escolher a família em quenasce. Mas é possível selecionar os amigos, que são como a extensão davida. A amizade, um dos sentimentos mais nobres que existem, nasce de formaespontânea, pura e vai se desenvolvendo até chegar à maturidade.Caracteriza-se por uma afinidade muito grande com alguém, baseada no amor,no carinho, na ternura, no respeito, na compreensão, na troca e na ajuda.

É um sentimento muito sincero, que não depende da idade, de dinheiro e deposição social. O amigo é um dom precioso. A própria Bíblia diz que "quemencontrou um amigo encontrou um tesouro". A amizade é um sentimento limpo,verdadeiro e profundo. Instiga a pessoa ao apoio e ao incentivo, quando ascoisas estão bem. E à correção, com muito jeito e carinho, quando estãoerradas.

Amigo é aquele que está sempre presente, que adivinha o pensamentodo outro, sem melindrá-lo; que é sincero e faz da amizade um ponto positivona vida. No relacionamento diário, entra-se em contato com muitaspessoas. Mas o amigo torna-se alguém diferente, especial e único. E vistocom outros olhos - uma pessoa por quem a gente torce, vibra e sofre. Estápresente nos bons e nos maus momentos; é amado e tratado com muitasinceridade.

Além da afinidade, a amizade sólida baseia-se no convívio, nacompreensão e na manifestação desses sentimentos profundos. Por essarazão, é um processo. Não nasce pronta. A relação deve ser construída etrabalhada dia a dia, por ambas as partes, porque exige reciprocidade. Écomo cultivar uma planta que, se não for regada com freqüência, morre.

A amizade, quando não cultivada, desfalece, esfria e acaba.Quem gosta de outra pessoa não deve ter orgulho. Quando se éamigo, releva-se os defeitos e até o gênio difícil e a impaciência dooutro. A compreensão é uma característica da amizade. Os sentimentos sãolivres e descontraídos, expressos sem cobranças. Numa grande amizade, aspessoas são fiéis.

Ao amigo se fazem confidências, que, às vezes, não foramfeitas a ninguém. Há uma entrega do que se é, pois não há traição nemmesquinharias. O amigo sempre está pronto para tudo e se pode contar comele em qualquer momento ou situação de vida. Mais que um irmão, o amigo é a oportunidade que Deus dá a cadaum para encontrar sua metade. Com ele, a pessoa pode se revelarverdadeiramente: dizer não, sem medo de ferir; sim, sem medo de bajular; eas verdades, sem medo de ofender. Isso porque se acredita na amizade, porela ser isenta de paixão.

Num relacionamento assim, não existe inveja,orgulho, rancor ou grandes mágoas. A verdadeira amizade é eterna, como oamor. Com o amigo, inexiste a censura e o medo de ser por eleconhecido a fundo. Nesse relacionamento, tudo vem à tona: as fraquezas, oslimites, os defeitos, mas também as grandezas de alma e os aspectospositivos. Tudo é aceito, partilhado e vivenciado para o crescimento deambos.

A amizade é uma ligação espiritual, que deixa a impressão deque sempre se conheceu o amigo. Isso ocorre porque ele preenche a outrametade da pessoa. Da mesma forma que se encontra o amor, encontra-se tambémo amigo. Trata-se de uma preferência de identificação, de carinho, deternura e de vontades.

Atualmente, existem poucas pessoas que têm amigos e se fazemamigas. Há, também, as que vivem no seu próprio mundo, em que ninguémentra. Outras, por timidez, insegurança ou desconfiança, temem se arriscar,privando-se de uma das melhores coisas que Deus criou. Aqueles que sãoprofundamente infelizes com certeza não conseguiram experimentar a alegriade uma verdadeira amizade. Não se abriram para o outro e morrerão sufocadospelo seu egoísmo.

A infelicidade existente no mundo resulta da incapacidade deas pessoas criarem vínculos de amizade e confiarem nas outras. Elas pensamsó em si mesmas, revelando um egoísmo exacerbado. Não se dão ao trabalho detentar construir uma amizade. Não se arriscam. Preferem ficar sozinhas. Háuma carência de sentimentos positivos relacionados às outras pessoas. Porque é tão difícil alguém encontrar o lado positivo do outro?

Quando os homens descobrirem o valor da amizade, a vida se tornará melhor, porque vale a pena sentir a felicidade de contar incondicionalmente com alguém.
Dedico a todos os amigos que sempre estiveram ao meu lado em todas as ocasiões. Quero dedicar acima de tudo ao meu melhor amigo Beto ( Pirata) que apesar de malandro , safadinho...é o melhor amigo que sempre tive até hoje. Nunca te dediquei nada. Dedico-te isto hoje por me teres sempre acompanhado desde os meus 13 anos.Por teres estado sempre do meu lado. Por teres sabido sempre fazer criticas construtivas. Nunca me deixas-te na mão. Hoje os dois com 31 , reconheço em ti o enorme valor que dás também ao facto de sermos grandes amigos e de tanta coisa termos passado juntos. Estás aqui dentro do meu coração sempre.
Bruno Fernandes

quinta-feira, janeiro 11, 2007

E se Jesus fosse indiferente?

Já pensaram? E se Jesus fosse indiferente? Pus-me a pensar ( vá..lá..ainda penso) que se Jesus fosse e mostrasse indiferença a todas as questiunculas mundanas que perdoem-me a expressão rude e vulgar mas...estavamos bem fodidos. Ou seja imaginem um dos apóstolos...vá....tirando assim um há escolha...o Tibúrcio!! Não...o Tiburcio não pode ser. Não sei porquê, mas eram todos brancos os apostolos! Estranho nao? Ok...adiante! Imaginem Pedro ou São pedro como entendam chamar perguntar a Jesus:
- Diz-me Senhor, o que posso fazer para atingir o Paraíso?
- Bom...questão interessante...tu bebes não é Pedro? Vá...não sejas timido...responde lá...bebes assim um copito de vez em quando nas nossas ceias nao é?
-Mas...é o sangue de Cristo! O teu sangue Senhor!! Bebo porque nos dizes para beber!
- Ouve lá ó patego...se eu te disser que podes subir a maior montanha e enviares-te de lá cima cá para baixo...tu fazes isso?
-Obvio Mestre! Sei que a tua protecção Divina, me protegeria!
-Aiii meu Pai!! Santa ignorância! E também fazes chamadas pela PT a preços especiais não é? Aiii....estou rodeado de uma seita de masoquistas!
-Mas mestre ....os teus ensinamentos são a fonte dos nossos desejos!
-Pois...olha...não bebas um Xanax e não te cures não...espera que venha um milagre que vais ver!
-Mas mestre....eu rezo e penso no paraiso todos os dias!
-Mas eu lá quero saber se rezas em langerie ou se vieste de Bragança a pé até Jeruzalém! Agora deixa-me em paz que eu estou a Jogar ao FIFA 2006!
Bom meus amigos...como seria mesmo se Jesus, fosse indiferente? Não seriamos piores pessoas? Não estariamos envoltos na escuridão? Não seriamos de certo pessoas erróneas? Destronadas de desejos?De amor? Penso que sim...tendo a certeza absoluta da exactidão da expressão máxima que me dita o coração! Mas agora pergunto...tendo nós sido criados com amor, com carinho, com ensinamentos biblicos ( alguns de nós) porque é que somos tão distantes daquilo que é da mais fácil aprendizagem?Bom...eu tenho uma teoria! A culpa foi do beijo de Judas! Eu passo a explicar!
Na verdade Judas era homossexual! O beijo nao foi de traição. Judas essa grande cabra de pila enfeitada é que queria á força um beijo do seu Mestre. Queria dar um carinho, queria na verdade um mimo.Um abraço fraterno, daqueles abraços em que as mãos estão quase no cóxis. Mas jesus sempre lhe disse:
( Conversa gravada pela GOES em Jeruzalém)
- Judas...já te disse....isso é assédio! E se os outros apostolos nos veêm? Já pensas.te na imagem que eu irei transmitir ao mundo?
-Mas mestre...eu sou tu....e tu é eu! Somos feitos á medida um do outro! Vá lá...só um beijinho! Eu não te peço mais nada!
-Não e não Judas!! Eu dou amor e eu sou a expressão máxima de amor! Mas o que é que não entendes na frase " NO INICIO DEUS CRIOU O HOMEM E A MULHER" Repito..." HOMEM E MULHER"....repito mais uma vez " MULHERRRR". Desculpa Judas...mas achas que saís-te do rabo do teu pai? Deu-lhe uma diarreia forte e Puff....saís-te tu...foi?
- Mestre....estou a sentir-me pouco amado por ti. Onde está o amor que tens por todos?
- Oh Jovem...acende lá o charro que tens aí....e vamos dar umas passas...vou-te explicar uma coisa.
-Ok...Mestre...sou todo ouvidos.
- Olha Judas...eu tenho amor por toda a gente. Mas a minha morte será em beneficio de todo o mundo.
-Mas vais morrer? Tu vais morrer? Quem são eles? !Quantos são? Não tenho medo de nenhum!! Eu salvo-te!
- Judas...
-Sim..mestre?
-És tu que indirectamente vais-me matar...
-Eu? Aiiii...Cruzes!!
-Isso...mesmo...pregado na Cruz!
- Mas...porque eu? Com que fim!?
- Simples meu filho! Porque te renego um beijo. E sendo assim...o mundo vai ter de aprender a ser mais aberto. Vai ter de aprender a dar o verdadeiro significado ao amor. Pessoas irão sofrer por não saber dar amor. Pessoas iraõ sofrer por dar amor, mas não o receberão.
- Mas...eu entro....em que parte?
-Judinhas...a tua parte na historia é a coroa de espinhos. Enquanto eu prego o amor por todos, eu só o pozinho do amor...tu és o oposto. Ès o sentimento de reserva.Ès o medo, és o receio, és a parte que vai tomar conta do pior que tem o ser humano.Ès a regra, és a imposição latente do ser erróneo.Serás o receio das pessoas, serás a maldade que as pessoas carregam dentro de si. Serás a transposição da injustiça.Todas as pessoas que carregarem um judas dentro de si...receberam depois aqui no Céu...um porta chaves com a tua assinatura...pronto...depois diz que sou mau.
- Mas eu quis transmitir amor Mestre! Eu tentei beijar-te!! Como me podes acusar de ser uma coroa de espinhos!? Primeiro dizes " Ké fror", depois alteras para o mau da Fita! Lamentavel JC.
-Ouve lá...não ouviste o que te disse? Não percebes que o teu beijo seria sempre algo forçado? Algo que na tua predesposição e mediocridade seria sempre algo que faz parte da aceitação que os outros te devem dar? Não percebes que dentro da interiorização da tua verdade ...estás na realidade errado? Por isso mesmo assim será como te digo. Tu entrarás na alma das pessoas e serás tudo aquilo que renego. Ao não aceitares o amor entre homem e mulher...estás a renegar algo que o Dady lá de cima criou. Mas servirás para testares as consciencias das pessoas!Servirás de intermédio entre a justiça e a injustiça! Todos os humanos terão um pouco de ti. A diferença está na forma como se safam ao teu teste!
-Testar? Eu agora tenho cara de página de testes do 12º ano? Sou um exame Ad Hoc?Sim...criou..mas nao especificou ...cria o homem e a mulher mas nao diz..."Criei o homem e a mulher para ficarem e amarem-se sempre um ao outro"
-Pois...Judinhas... a tua leitura biblica anda mal...muito mal! È a penthouse que o menino le nao é? Malandro...vá....agora vá la fazer aquilo que tem a fazer, porque não posso estar vivo muito tempo.
Bom na realidade tudo podia ser diferente na história. O Noddy em vez de ser Noddy podia ser Moddy por exemplo. O Bob em vez de Bob, podia ser Dody- O construtor. Mas na verdade , tudo tem uma forma especifica de ser, de existir e de coexistir. Se Jesus fosse indiferente a aniquilação da especie humana, seria hoje muito pior , mais vasta e mais tumultuosa como nunca. A diferença é que tudo nao passa de uma historia suposta. A diferença é que ele nao era indiferente. E é esse amor que possuimos hoje que nos permite ainda...efectuar laços e ter laços com tantas pessoas. È devido á sua nao indiferença que temos amor, que damos amor e que recebemos amor. O Judas que temos é tudo aquilo que em mim vou renegando , são os testes da minha consciencia que não aceito ter. Os meus medos vão desaparecendo, a minha responsabilidade é a minha alegria de viver.Se Jesus fosse indiferente como seria na verdade eu? Que tipo de menino seria? Que tipo de coração teria? Se apenas existisse em mim um Judas imcompreensivel como amaria? De facto andamos sempre em testes diários com a vida e as pessoas. Em cada esquina existe um judas que nos testa. Em cada momento, no combate ao receio, aos medos, á indiferença, combatemos com amor. E combatendo com amor tudo o que nos possa parecer ruim, mau e injusto...sairemos sempre, mas sempre vencedores. Porque a espada da luz, da iluminaçao, da verdade..carregamos nós. Por um mundo melhor...vote num Jesus diferente!
Ficou bonito não ficou?hihihihi!
Bruno Fernandes

Iluminado parte II

















De volta ao "Iluminado" parte II. Bom...na verdade tenho uma iluminda em casa. Aliás quem tem cães tem com toda a certeza Cães iluminados pela expressão maxima do amor. São na verdade os nossos melhores amigos. Saltam, pulam quando chegamos a casa, choram porque querem mimos, amor, dedicação. São fieis ás pessoas dão-nos e ensinam-nos também que amar da forma que amam e se entregam é das coisas mais fácies que existe para eles. Que todos nós quando olhamos para um cão , pudessemos entender e viver a forma como se expressam. São meigos, carinhosos, dedicados ás pessoas. Tenho uma cadela fantástica. Desde ser uma querida autentica para toda a gente, entrega-se de alma e coração sem rosnar. Tenho-lhe dado mais atenção que em tempos anteriores. também porque caí em mim e não são só as pessoas que o mereçem. Foram tantas as vezes que a minha surdez e ignorância não quiseram ouvir-te. Foram tantas as vezes que cheguei a casa cansado e nem uma festa te dei. Limitava-me a dizer " cala-te". E tu ali triste...querias apenas um simples afecto. Apenas isso. E nada mais. Tenho de te pedir desculpas porque mereçes que te peça Pekyzinha! Portanto 2007 será um ano para ti muito bom. Cheio de comida, festas e adivinha? New House!
Bruno



O LIVRO DAS CARICÍAS.

Olá, de volta mais uma vez. Andam fartos de mim não é? Deixem lá nao são os unicos. Mas não tenho nada a ver com isso ok? Mentira...claro que tenho. Se não fosse também por vocês, não escreveria. Escrevemos, falamos nunca para uma parede mas para uma pessoa, várias ou multidões. Já viram se O Senhor Jesus Cristo falasse apenas para paredes? Hoje não saberiamos nada de história biblica. Portanto todos temos sempre a ver com tudo. Acabei de ler ontem um livro que recebi este ano. Chama-se o Livro das Caricias. E pela primeira vez consegui ler um livro em que pudesse dizer " Hey ..that s me in there". Fala acima de tudo dos medos das pessoas, da nossa pequenez, dos sentimentos escondidos, das reservas das pessoas em não falarem, o receio de ter que dizer isto ou aquilo, de fazer isto ou aquilo. Fala de daquilo que tanto vou apregoando ao longo deste blog. Fala de sermos justos, de nao sermos medrosos. Fala de amizade, respeito, ética, amor total e incondicional.
Se eu soubesse tinha escrito eu primeiro. Assim teria vendido os 15 milhões de exemplares que o autor vendeu. Estaria riquissimo a esta altura. Ora Porra...acho que ele me roubou o a alma. De qualquer das formas e como ia dizendo, foi o livro que mais gostei de ler ate hoje. Em cada frase, em cada palavra, fui percebendo melhor ainda que o que faço, a forma como vou agindo é uma forma correcta em termos de pensamento, de sentimentos e acima de tudo tal como o autor diz...Observação. È como se eu tivesse de certa forma 15 milhões de pessoas do meu lado a ouvir-me e a ler o que escrevo.
Mas voltemos ao livro. Nas várias fases do livro e são muitas, porque tem mais de 200 páginas, o autor explica na sua prespectiva e dando exemplos excelentes de como podemos mudar, da forma que podemos agir e como é fantastico as pessoas perderem o medo de se mostrarem. Tem uma verdade que muitas vezes combato aqui em relação a tanta gente. Muitas pessoas são tão reservadas que a propria reserva que fazem de si , faz com que se magoem mais, que sejam pessoas mais sérias, menos vivas, menos dadas e menos expressivas. Hoje ao olhar para mim e ao perceber o livro na sua plenitude e perfeição , percebo e entendo que todo o pozinho de caricias ( que são na verdade, todos os sentimentos de amor que possuimos) que todos temos..vai-se extinguindo ao longo dos anos e tempo. Começamos a reservarmo-nos, por medos, receios, frustrações, inibições e acima de tudo porque fica mal dizer isto ou aquilo, ou fica mal fazer isto ou aquilo. Vivemos num mundo de regras sempre. E não deveria ser assim em muitos casos.
Vamos extinguindo de nós as formas de dar amor. Porque nos vamos fechando muitas vezes sem nos apercebermos daquilo que fazemos. Quando queremos dar amor, expressamos todos os sentimentos seja por alguem escolhido por nos, seja em termos de amor ou amizade quase que somos apelidados de doidos varridos. Muitas vezes as pessoas não entendem o "pozinho" interior, que está crivado em nós , que gostamos de demonstrar é a mais pura essência e transparência de amor que temos uns pelos outros.
As pessoas tem medo de receber e dar amor. Porque a entrega ou a dedicação tem o seu preço exacerbado também. Quando começei a ler o livro , fui-me embriagando também pelas frases e palavras. Pensei tantas vezes em tempos anteriores e hoje também...porque é que as pessoas recusam um abraço? Um beijo? Uma caricia? Porque é que ao reservarem-se para eles proprios...nos reservam a nós também? Que mal existe no melhor sentimento expresso do mundo da alma? Que vantagem temos ao negar amor? Que vantagem temos em sermos reservados? Nenhuma pensarei eu. Ou talvez sim. Ao mostrar-me sempre como me mostrei livre de reservas e dado á expressão máxima de dar o que sinto, de oferecer o que tenho vivo como sempre vivi mais feliz comigo mesmo. Muitas vezes mesmo magoado por as pessoas não entenderem o significado de caricia, de dar e receber. Não existe uma predesposição para o amor ou amizade. Não existe uma predesposição da alma. Existem medos. Formas de nos reservarmos na nossa ignorância a algo que tem uma beleza transcendental. A limitação que nos impomos , muitas vezes cheios de regras , muitas vezes cheios de duvidas é por certo uma das formas que nos vai moldando a nossa forma de estar com outros.
Eu gosto de ti...então porque não mostrar? Tu gostas de mim ...então porque não demonstrar? Se temos amor, se temos amizade, se sentimos falta de um beijo, de um abraço apertado, se o que temos cá dentro é tão grande que ás vezes nem sabemos lidar com isso..porque nao demonstrar? È tão estranho. Durante tempos debati-me com esta questão. Pensava que de certa forma eu poderia estar louco ou errado. Faria mal em demonstrar amor? Faria mal em expressar tudo o que sentia ou sinto? Não! De forma nenhuma. Já sabia de toda a minha certeza que nunca na vida seria e é errado demonstrar. Nós é que somos feitos de dogmas e regras estupidas que nos limitam como pessoas. Medos, receios , ciumes, fatalidades moldam sempre o amor. È como entregar um pozinho de caricias e as pessoas em troca darem uma coroa de espinhos. Não tem cabimento. Não existe maior luz, não existe maior felicidade a não ser aquele em que mostramos toda a alegria que temos para nós e para os outros. Sermos como tanta gente é , reservados torna-nos pessoas demasiadamente serias, rigorosas e mal preparadas para a expressão máxima de sermos o que não queremos ser.
Durante o ano findo, refastelei-me sentado no sofá e fiz uma pergunta a mim proprio. Até que ponto devemos ir em busca da nossa felicidade? Até que ponto o amor vai? Pensei em várias suposiões, formas, estratégias interiores. Comparei os meus amigos, comparei relações, estabeleci regras e no final perguntei-me...alguém sairá magoado na busca da felicidade? E então sim... a resposta nunca poderia ser outra. Sim..há sempre pessoas que se magoam. Que magoamos quando na tentativa , numa busca de amor a nós, ao proximo , magoamos sempre alguém. Eu mesmo vivi isso em 2006. Como eu muita gente em tantos lugares do mundo viveu isso. A minha unica regra que mantenho ate hoje e aprendi durante largos meses foi...respeito. Para ser feliz tenho de aprender que o respeito que me é devido ao proximo tem tanto valor como o respeito que tenho de ter por quem amo ou gosto. Inibir-me e colocar de lado o respeito em prol de mim é retirar o amor que tenho pelo proximo e assim sendo deixar alguém magoado. Mas...na verdade compreendo melhor o mundo que me rodeia. Na mesma medida que finalmente me compreendi a mim. E ao questionar-me entre certos e errados descobri que na vida o amor mereçe respeito. E muitas vezes foi o facto de me afastar do respeito que não tive o amor devido. Foi por me afastar do respeito que o oposto ao respeito senti na pele. Não no sentido dramático da questão. Não no sentido de mágoa, desprezo. Sim no sentido de aprendizagem. Sinto-me orgulhoso de mim. Orgulhoso por ter entendido que só respeitando o proximo podemos ter uma visão maior e menos toldada, embaciada de amor.
O livro das caricias, mostrou-me também que sendo como eu sou, ser quem eu sou é a forma mais correcta de ser. Mostrou-me que mesmo que nao seja reservado, mesmo que da forma como me dou aos outros, da forma como me abro...mesmo sendo assim e sabendo que no mundo tanto há ovelhas como lobos sempre á espreita, mostrou-se de facto que ser da forma como sempre fui e sou é mostrar que o amor para alem de ser mostrado, tem de ser vivido, sem medos ou receios. Perdoei-me a mim mesmo das minhas atitudes durante uma vida. Percebo que para aprender tenho de passar por várias fases, etapas e exames. A minha consciencia esteve sempre de mão dada com o coração. Mas as razões dos meus impropérios, devaneios, maldadades e atitudes fazem parte da aprendizagem constante a que somos dados a perceber durante uma vida.
Hoje como observador, que o proprio livro fala, vou limitando-me a observar com atençao a forma do mundo agir. Há uma frase no livro que diz..."iluminado é aquele que com todo o amor e sabedoria interior demonstra sem pejo nem preconceitos todo o seu esplendor" . Por momentos, por um dia deixem que eu seja o iluminado. Por um dia deixem que eu seja altruísta e me considere hoje como sempre o fiz iluminado por ter tido sempre amor, por ter todo o carinho e amor das pessoas, por continuar a nao reservar-me...mesmo que não tenha a correspoindencia do mundo. Por um dia...eu quero ser o mundo. E que o mundo...a mim me pertença...
Bruno Fernandes

terça-feira, janeiro 09, 2007

Bamos lá cambada...

Sem medos e sem receios , entremos neste novo ano revigorados! Vamos todos dar as mãos, abraçar o novo ano com unhas e dentes, arregaçar as mangas e entrar pela Igreja Universal Reino de Deus aos berros a pedir a Salvação e a Eucaristia Dominical todas as manhas antes do pequeno almoço. Bamos lá cambada! Não olhem para mim com essa cara do tipo: " Este gajo está a falar peruano?" . Não fui invadido pelo espirito da fé. Não é isso, mas ...vamos lá cambada...não andem tristes, cabisbaixos, a olhar para uns e outros sempre com aquele ar desconfiado! Estamos em 2007, verdade ou nao, andamos todos na casa dos 25/35 anos. Pelo menos todos aqueles que leem o meu blog. Daqui a uns anitos ( e olhem que passa rápido) temos 50 anos/60 anos.
Será que vamos andar sempre todos com medo de tudo? Com receios? Fobias? Traumas? Não podemos, não devemos e não desejamos. Tristes para que? Cabisbaixos com que fim? Sempre fui alegre, mas alegra-me mais aprender a ser alegre todos os dias. Às vezes da-me vontade de dar um pontapé na tristeza e dizer " Vai infernizar a vida ao Jorge Tadeu". Não sabem quem é o jorge tadeu nao é? ok....ok....é o pastor da Igreja Maná! Não sei porquê, mas apeteceu-me referir aqui o nome dele por alguma questão que de momento nao me ocorre. Mas de facto andarmos sistematicamente tristes , feitos zombies pelas estradas da vida, uns contra os outros, vivendo apenas os momentos como quem necessita de sangue para viver ...é foda!
Há dois tipos de culturas que conheço que de certa forma fazem-me olhar para eles e dizer: " Como é que vivem com tanta alegria?" um tipo...é os Brasileiros .Outro tipo é o meu amigo Beto. E não me venham dizer que Beto nao é uma cultura! Para mim o meu melhor amigo funciona como um mundo e uma cultura que cultiva alegria sistemática. Nunca em anos a fio que o conheço o vi triste ou a queixar-se de algo. Enquanto nós os "coitadinhos" os eternos "miseráveis" da triste sina que nos calha na vida andamos que nem ET s a pastar sobre os montes da nossa propria ignorância e inoperância de não sabermos dar o verdadeiro significado á expressão felicidade. Às vezes felicidade é aquela pessoa. Pronto. Gostamos um do outro? Que bom!!! Aqui vou ser feliz!! Quão estupidos e anormais podemos ser nós como pessoas para acharmos que a nossa felicidade depende apenas e só daquele ou daquela que nos pode fazer feliz? Quão estupidos ou ignorantes podemos ser para vivermos apenas de acordo com os designios do amor.
Como se o amor fosse a estrada que nos conduzisse ao Paraíso eterno. Amor sem felicidade total, no seu conjunto é como um iogurte fora de prazo. De inicio pode saber a algo. Embriagamo-nos e entrelaçamo-nos pelo espirito e gosto inicial de tudo. Uauuuu....I m in love....dizemos nós.Hummm....o "i m in love" é o estado inicial de paixão, estarmos apaixonados ou é apenas o nosso subconsciente a dizer-nos baixinho: " Só tens uma hipotese....senão...vais parar a um lar de idosos, sozinho e agarrado a uma botija de soro! Há...e a mijarmo-nos todos pelas pernas abaixo quando vemos as coxas da velha que está ao lado de 85 anos!" Eu sei que supostamente deviamos ter tesão...mas enfim...dá-nos para nos mijarmos!
Digamos que é um novo tipo de erecção a partir dos 70 anos...ou menos! Meus amigos...alegria necessita-se para este novo ano! O que quero dizer com isto tudo é que amor e amizade entre as pessoas tem que ser cada dia mais fortalecido, temos de ver o amor, amizade e a forma como nos damos como os outros como um caminho para a felicidade. Somos uns eternos seres apaixonados, por tudo e todos. Escrevi aqui há pouco tempo que todos temos duas hipoteses na vida...ou nós...ou todos. Falava nos brasileiros porque realmente são pessoas que trazem uma alegria contagiante. Super bem humorados...completamente diferente deste nosso fado de tristeza que é ser portugues. E falo no meu melhor amigo Beto, porque sem duvida é alguem que encara a vida de uma forma aberta e sem preconceitos. Com uma maldade aqui e ali ele vai sempre tendo a sorte e a positividade do lado dele. Quanto mais mágoa, tristeza tivermos maior negatividade trazemos á nossa vida. Disso..tenho a certeza absoluta.
A alegria ,o bom humor que todos os amigos conheçem de mim foi sempre algo de positivo que tive. Talvez por isso...tivesse tido como tenho sorte em tanta coisa. pensar positivo, livrar a alma de preconceitos, andarmos alegres é algo que temos cada dia mais de aprender. A vida pode ser madrasta para nós. Insuficiente...mas e para os meus amigos que cresceram comigo? Que nasceram em favelas, barracas...e para eles? Madrasta para mim quando tive tantos amigos? Quando me apaixonei? Quando dei o meu primeiro beijo? Quando me apaixonei pela primeira vez? Vamos lá cambada...eu sei que os anos , meses, dias,semanas são complicados...a vida é complicada, mas quando olho para a energia que outros aplicam nas suas vidas....pergunto-me..." Serei eu ...algum anormal?". Para a consumação de vidas, de relações com tanta gente...necessitamos de alegria. De viver, de sentir...sintam....apenas o que a vida nos proporciona...porque um dia...não mais poderemos sentir...porque não estaremos mais cá..
Bruno Fernandes

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Simplesmente humanos...fantástico!

Você conquista o meu respeito e a minha admiração pelo simples fato de se mostrar humano.Humano como você é. Do jeito que você é.Humano como todos nós somos. Humano com todos os seus sentimentos e pensamentos. Humano do mesmo modo que nós existencialistas pregamos em nossos discursos teóricos, mas que nem sempre conseguimos mostrar, em nossas atitudes. Pois nós existencialistas pregamos a liberdade como um dos valores mais importantes. Mas nem sempre conseguimos nos libertar de nós mesmos, a ponto de aceitar a liberdade e a libertação do outro.

Humano como me sinto em meu consultório, quando me lembro das diversas vezes em que constatei que havia ajudado meu cliente a conquistar uma liberdade que eu mesmo almejava, mas que ainda não possuía.

Humano quando penso que a esperança que sempre me moveu a continuar atendendo meus clientes foi acreditar que, se eles hoje podem, também eu poderei um dia!


Humano do mesmo modo que nos ensinou Fernando Pessoa em seu Poema em Linha Reta:

Nunca conheci quem tivesse levado porrada. Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo. E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,

Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo,

Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho, Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo, Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,

Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante, Que tenho sofrido enxovalhos e calado, Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel, Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes, Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,

Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado Para fora da possibilidade do soco; Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,

Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. Toda a gente que eu conheço e que fala comigo Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,

Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... Quem me dera ouvir de alguém a voz humana Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;

Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia! Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam. Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos, Arre, estou farto de semi-deuses! Onde é que há gente no mundo? Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra? Poderão as mulheres não os terem amado, Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!

E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído. Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear? Eu, que tenho sido vil, literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Fernando Pessoa in Obra Poética Companhia Aguilar Editora

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Humor, ser feliz, egocentrismo e manipulação e ética...cabe tudo?

Pois é my friends, todos vocês sem excepção sabem tão bem como eu e aqueles que me conhecem bem que a minha maior virtude ( pronto...tambem esta no meio) mas....como eu dizia é o facto de manter sistemáticamente o bom humor. Desde criança que sou assim. Tantos tormentos, tantas angustias não me retiraram a forma como vejo e encaro o mundo. Sim...é uma verdade que quando surge alguma tristeza o melhor mesmo é seduzir essa mesma tristeza com uma pitada de bom humor.Lançar um sorriso, dizer uma piada de mim proprio, passar até por idiota ás vezes.
Nós adultos ( e muitos de nós crescem demasiadamente depressa) temos sempre aquela mania de que adulto é igual a responsavel e sério. De certa forma mantemos sempre o ar carrancudo quase imune a uma piada. Sempre tive a mania de dizer que para combater a estupidez, a mediocridade, a tristeza e as mágoas que nos tornam pessoas que mais pareçem Emos ( há...Emos...são aquelas pessoas vestidas de preto, cabelos longos e com uma lágrima pintada no rosto de preto) o melhor mesmo é utilizarmos o bom humor, ás vezes até sermos sarcásticos e irónicos sem que com isso sejamos maldosos. O humor tem de ser também inteligente muitas vezes. Claro que há vários grupos de pessoas. Existem aqueles que pouco riem. Outros que se tornam homens ou mulheres tão cedo e tão capacitados para a seriedade, familia, trabalho e a sua responsabilidade que começa quase de berço , que de facto perdem a criança , a alegria da vida e o sorriso surge apenas como um esforço latente.
Mas porque é que as pessoas nao riem? Não se divertem? Não sabem usar da melhor forma o humor. Se não fosse pelo humor, pela minha forma sistemática de ser já me tinha suicidado há anos. Ou então estava feito Emo a andar triste pelas ruelas de lisboa. As adversidades tornam-nos mais fortes. Mas ao invés de me tornar mais sério ou carrancudo , torna-me mais bem humrado. Porque dá-me como sempre me deu, vontade de rir da estupidez que a vida tem em certas situações. Ao invés de me tornar fechado na crueldade que é muitas vezes o nosso mundo dentro de nós e deleitar-me com os meus problemas ...ao invés prefiro apenas andar de passagem por lá. Brincar e rir é fundamental para o nosso desenvolvimento. Quanto mais frio, mais mórbido, mais triste fico...mais depressa apanho o autocarro a caminho do cemitério.
Eu sempre estive rodeado de pessoas de excelente humor. Foi sempre assim durante a minha vida. Os meu proprios amigos gozavam com a minha vida ( nunca num tom depriciativo) e ás vezes eu com a deles. Entre nós aprendemos a criar aquilo que chamo de elo humoristico. Quando nos juntamos á paródia na certa. Ainda hoje mesmo , nestes tempos que foram conturbados para mim, tento manter-me á margem da tristeza.Não vale apena chorar, desesperar, criticar-me ou julgar-me a mim proprio. Eu tenho aquilo a que chamo momentos. Ou seja no momento em que aconteçe algo temos de saber ultrapassar, dar a volta, dizer o que devemos dizer. Tenho por mim como sempre tive abrir o coraçao ás pessoas nos momentos que devo abrir e dizer sempre com respeito e carinho sem magoar as ilações que compreendo por mim serem ditas ou reditas.
Posto esta passagem a tentativa será sempre de avançar para a frente. Claro que com bom ou mau humor, tristes ou contentes é efectivamente dificil passarmos pelo teatro da vida sem que nao nos sintamos amargurados em muitas ocasiões. Até porque no teatro da vida há de tudo. Desde Drama até á comédia. A forma como encaramos isso é que nos ajuda a ultrapassar muita coisa. O mais importante para mim foi sempre manter a cabeça levantada. Sorrir, brincar e conseguir com isso melhorar aquilo que sou. Mas mais importante ainda é as pessoas que estão á nossa volta. Acho que quando temos amigos, familia, namoradas(os), conhecidos ou colegas que percebem,entendem , encaixam na nossa forma de ser e nós na deles sem o uso da força, ou das situações forçadas....é perfeito.
Uma das pessoas em que esse encaixe normalmente acontece é com a minha amiga Marina. Temos o dom de sermos os dois irónicos e isso de certa forma ajuda no estabelecimento de uma relação mais reciprca e mais forte em termos de amizade. Ao sermos irónicos nao deixamos de ter humor inteligente. Sempre tive na ideia que o maior ataque muitas vezes contra as pessoas não é despejar a minha raiva ou mágoa em cima da outra, até porque acção provoca reacção.O engraçado é que é rarissímo eu reagir. De certa forma gosto de deixar as pessoas a pensar as suas proprias ilações. Sempre preferi ficar calado nesse sentido. È saber ser inteligente e ás vezes até irónico. Porque ao fazer isso...conseguimos de certa forma manipular a mágoa, a tristeza e a raiva que muitos temos ás vezes em muitas situações e assim sendo autocontrolarmo-nos. De certa forma existe um jogo de sedução de palavras. Não no sentido de conquista, mas na arte de manipular de outra forma a magoa ou a tristeza. Sempre soube que ao enervar-me, ao saltar-me a tampa total de mim seria um perfeito cruel. Sempre consegui chegar através das palavras ou frases onde queria. Sempre consegui manipular da melhor forma aquilo que quero dizer de forma a obter a resposta que desejo.
Sempre pensei que se fosse vil, se fosse retundante nas palavras, só ficaria a perder. Aí...seria muito mais fechado para o mundo. Sendo assim...optei por manipular-me a mim mesmo na "arte" de utilizar o meu bom humor e o instinto que tenho de querer chegar onde quero. Durante o ano que passou, talvez tivesse sido o mais pródigo nessa mesma arte de manipular. Guardei tudo dentro de mim mesmo, como quem escreve e guarda num livro. E ao fazer isso , fechei-me e calei-me para mim mesmo. Consegui absorver tudo, até formas ou palavras que tinham para comigo sem, que com isso me obrigasse a abrir o livro inteiror e sentar-me e deleitar-me com a criação de uma autentica comedia/Drama que poderia advir daí.
Consegui auto manipular-me e observar de fora tudo o que ia entrando. De certa forma o que mais me consola e consolou durante anos, foi sempre aquilo que vou guardando. Historias, segredos, ditos e mexericos e afins. E tudo isto junto numa panela, faz-me poder ter a capacidade de encaixar ou ser enxovalhado sem que com isso possa cair no chão. È aquilo que chamo de bom humor silencioso.Na verdade não passa de uma certa maldade silenciosa. Chamemos-lhe...causa justa interior.
Mas que não tem repercussão nenhuma nos outros.E é aqui que me defino, ou seja no pacto de não agressão. Dizer por dizer, ferir por ferir ou magoar por magoar são coisas que não me quero rever. Não quero fazer isso e continuar a minha vida como se não fosse nada. Porque tudo é alguma coisa. E não faço isso apenas para meu deleite interior. Portanto a minha forma sempre foi esta. Mas isto é como também dizer : "Mas...afinal as verdades são para serem ditas não?" ....hummmm.....ok....mas até que ponto temos a liberdade de expressão total para com as verdades dizermos tudo o que pensamos? Ferir é bom? Magoar é bom? A ideia que existe de mágoa ou magoar é má certo? Tal como a ideia de ferir ou ser ferido não é? Porquê? Porque são sentimentos e formas que fazendo parte do ser humano não se coadugnam com as crenças, o amor,sermos pacificos, dar-mos, receber, amar e ser amado. Não pertençem a este rol. São sub-divisões da consciência que nao gostamos de sentir. Mas....que inevitavelmente adjacente á causa acção /Reacção muitas vezes optamos por ferir.
A isto chamamos liberdade total de expressão. Sem regras e sem obstáculos, ao fazermos isto não só nostornamos pior do que somos , como também alteramos as regras do bom conviver em prol do que sentimos e queremos dizer. Ao fazermos isto estamos de uma maneira geral a ser também egocêntricos. E ser egocêntrico é pensar também que justo e imparcial é todos sentirem na pele o que nós mesmos sentimos. De certa forma existe um certo alivio interior em soltar as amarras. Deixa-nos de uma maneira geral mais aliviados. Ao aliviarmos o peso da nossa consciencia em prol de outro, não só estamos a ser crueis connosco (porque onde existe dor....existe mágoa) como estamos também a cruxificar o outro. Neste sentido o livre arbitrio de cada um de nós dá-nos o sentido livre de escolha entre a não utilização de regras e a forma como as direccionamos. Onde pode haver respeito, deixa de haver.
Onde existe a amizade acaba a coexistência.Quando digo que ser bem humorado é um passo para ser feliz , de facto a vertente mais eficaz no combate quanto a mim a tantas condulgências da vida é sem duvida o Bom humor. Por isso meus amigos as escolhas, regras ou livre arbitrio nunca são justos. Aliás...nós somos muito poucas vezes justos e solidários uns com os outros. Agora a forma como se ameniza , o cuidado reciproco que tem de existir para o bom funcionamento das relações quanto a mim é o mais importante. Quando a barraca é abanada demais há muitas estruturas que caem abaixo. Logo aí a perde significativa de dos materiais é inevitavel. A questão não está nos materiais que caem...está na forma como abanamos a barraca.
Na verdade nos ultimos meses como em anos anteriores aprendi que manipular a minha liberdade de expressão é talvez a minha maior valia.Senão mesmo a maior de todas. Ou seja, nunca gostei nem nunca fui pessoa de ataques frontais e ferozes. Estar a alimentar a minha mágoa e ter que partilha-la com alguem para a ferir é do mais cruel e baixo que existe dentro de nós humanos.
Há uma frase na Biblia que diz: Se te baterem numa face, ofereçe a outra". E esta frase carrego-a comigo vezes sem conta. De certa forma é também uma forma de manipular a consciencia de quem nos bate. De o fazer ver que ele está errado na sua atitude.È uma forma de o fazer ver que não guardo rancor, que lhe ofereço a outra face, até que ele se começe a aperceber do acto em si. E é assim que vou funcionando. Até que as pessoas também descubram onde erram, em que ponto erram. Porque foi assim que aprendi também.
Por isso dessa forma vou agindo assim. Mas muitas vezes coloco-me na posição de pensar que tenho de ser mau.Que tenho de abrir o livrinho das anotações e deitar tudo cá para fora. Mas...com que sentido? Para que? Uma amiga minha no outro dia disse-me que para eu ganhar o respeito dos outros, para eu ser mais homem, mais macho , tinha na verdade de me mostrar imponente,frio e sem papas na lingua.Só assim as outras pessoas perceberiam que a dôr que nos imfligem ás vezes a nós é tão proporcional ou maior ainda á dor que nós homens podemos proporcionar em larga escala também. Mas se assim fosse como essa amiga me disse estaria a por as outras pessoas numa posição de estranheza.
Ou seja...habituadas a um determinado tipo de rapaz que eu sou , estaria então a mostrar-me com garras e dentes numa demonstração unica de poder abismal e sem sentido. A coragem de dizer as coisas que se devem dizer não dignifica quem diz, como não dignifica quem as recebe. Não existe coragem onde o medo prontifica como arma da solidão atroz de sentir a dor sozinha. Focalizamos muitas vezes as nossas dores de dentro para fora. Quando na verdade nunca as estendemos na mesa e as decidimos sarar. Cada um de nós é tudo isto.
Um pouco manipulador, um pouco corajoso, um pouco egocentrico, um pouco feliz. Na verdade e sem sombras de dúvidas somos pedaços de seres carnivoros que andamos numa pedalada inconstante na busca do melhor antidoto para a dor. Mas esqueçemos que tal como os soldados que desertam da guerra, nós desertamos de nós mesmos. Por momentos a nossa inocencia e pureza que deveriamos manter face a tantas adversidades , trocamos por meros tostões de irreverência, de nos auto intitularmos de grandes guerreiros galácticos em busca de um pedaço de céu. As directrizes que aprendemos, as creças que recebemos servem apenas como capa de protecção contra a nossa propria maldade interior. Que todos por tantas coisas que fazemos temos um pouco.
Temos na ideia que somos cada um á sua maneira imcompreendidos de uma forma geral.Mas na verdade a imcompreenção dos outros não está na sua capacidade de eles nos compreenderem. Está na capacidade que nós temos de fazer os outros compreender. Está na forma como somos, como nos dirigimos aos outros, como sentimos, como nos damos e acima de tudo está nas palavras que direccionamos. Não vale apena existir coragem, herois, coração bondoso se não soubermos utilizar o maior dom de todos...a palavra. E é nas palavras que está toda a semântica da compreenção do homem. È na humildade de nos reconhecermos também como aprendizes.È na capacidade de guardar a dor. È na capacidade da luz que nos ilumina que temos de saber discernir com que luz posso eu iluminar os outros e de que forma. È na capacidade de saber ouvir com atenção que posso ajudar com coração.
Aliás quem me conheçe sabe bem disso. Há sempre duas vertentes em mim que coloco em primeiro lugar. Uma é o facto de estar perante pessoas onde a liberdade de expressão e a forma como lhes falo está limitada pelo respeito. Outra é aquilo que somos como seres humanos e o respeito que nos é devido. NEm sempre estas formas são as formas lineares de sermos, ou que nos impomos. Até porque nem eu proprio sempre fui assim. Mas tenho a perfeita noção que existem limites que nunca gostei de ultrapassar em mim. Portanto até que ponto podemos ou nao ultrapassar determinados limites em prol da nossa própria auto afirmação e desleixo pelo proximo? Será justo para connosco? Seremos justos para com os outros?
Ou por outro lado a nossa essência e forma de estar dá-nos o direito a essa mesma liberdade de expressão? Imaginava no outro dia e desculpem a forma como o direi, mas perto do natal deu mais um dos filmes de jesus de nazaré, entre tantos épicos que dão. E chegou á parte do apedrejamento de Maria Madalena. E pus-me a pensar como seria se a nossa liberdade e livre arbitrio que temos nos concedesse todo o poder que compõe a nossa essência. Os homens como sabem a historia, apedrejavam Madalena porque ela era uma rameira, prostituta,puta...aquilo que acham que se deva chamar. Agora imaginem jesus dizer-lhe depois de os outros homens se terem apercebido que erravam tambem, imaginem jesus dizer-lhe. "Sim...és uma grande vaca, mas vai e nao faças mais isso". Não perceberam? Eu explico. Existem formas de direccionarmos aquilo que queremos dizer sem magoar as outras pessoas. Uma é dizer " és uma puta...mas vai em paz e nao faças mais essa vida" ....outra é dizer : " Vai em paz e não tenhas mais essa vida". Existe de facto uma grande diferença. E essa diferença estabelece-se pelo respeito pelo proximo. Ao perdemos o respeito por alguem que gostamos, não tenham duvidas que estamos a acabar lentamente com uma parte de nós tambem. Ao perdemos o respeito por alguem...perdemos o respeito por nós. Liberdade de expressão não se conjuga a revolta das expressões inerentes ao que sentimos.
E é nestas fases que entra a manipulação silenciosa do humor.Para mim o meu bom humor e a manipulação que uso funciona para mim e para o meu eu como uma forma de justiça. Muitas foram as vezes em que eu pensei que se jogasse com as mesmas pedras com que fui atingido em tantos anos de vida com tanta gente que passou pela minha vida, provavelmente hoje estaria melhor comigo. De certa forma abriria o meu livro de livre arbitrio e passaria então a ser a besta que ninguém de certo iria desejar.
Muitas foram as vezes em que pensei que o significado de Bad Boy tinha de certa forma de começar a ter uma razão de ser e existir. Então de certa forma durante a minha vida e ultimos anos andei numa guerra comigo e uma encruzilhada interior. O que faço com o meu bom humor? Deixo de o ter e passo a atirar as pedras e a ser o que nunca fui e sendo assim, remeto-me também eu á selvajaria das palavras? Ou por outro lado o que recebo , guardo, interiorizo e transformo em ironia para mais tarde usar como escudo interior? O que faço? Faço por usar a liberdade de expressão e livre arbitrio total e incondicional e jogo na mesma moeda ou...observo sentado na minha poltrona os proximos capitulos da vida?
Bom...como calculam hoje continuo igual a mim próprio. Sempre bem humorado e observador. Decidi já há muito tempo que se jogasse na mesma moeda, no mesmo tabuleiro de jogo hoje sem duvida que os amigos seriam muito menores. Estaria mais frio, mais magoado ainda e menos receptivo aos outros. Não posso de forma nenhuma dar-me ao luxo de me lançar na opinação livre e espontanea sobre tudo o que quero, que li, que aprendi, que ouvi. Não posso. Se assim fosse acho que o mundo vinha abaixo. provavelmente era um novo capitulo de um novo Armagedon onde eu seria sem duvida um novo Hitler.
Portanto a escolha recaiu sobre nunca agir em funçao das reacções dos outros. Recaiu sobre aprimorar o meu instinto. Sobre acima de tudo manipular a magoa ou a tristeza interior de forma a não abrir brechas em mim de dentro para fora. Na verdade, sempre preferi quaestionar as pessoas com perguntas. Porque? Como? Mas?Tive e continuo hoje em dia a ter o máximo cuidado quando falo com as pessoas. Incentivar uma pessoa á guerra, é traze-la nua para o campo de batalha. Aprendi que com uma dose grande de bom humor e ironia ganharia mais. Não tenho duvidas que ser bem humorado , sabermos decidir se respeitamos não os outros , mas a nós próprios é um passo enorme para sermos mais felizes. Quanto mais louco fôr, quanto mais animal fôr, quanto mais ciumento, rancoroso ou egoista me tornar mais depressa sou internado num manicómio. Não tenho a minima duvida que sermos loucos é sermos saudáveis dentro do respeito que temos que usar e ter por nós.
Não me importo de assumir que gosto de ser manipulador.Começo-me a achar um génio de certa forma por me dizerem que manipulo dezenas de pessoas.( isto diz uma grande amiga...mas não levo a mal...ate acho graça)! Isso faz de mim um génio.E sendo assim posso afirmar-me e orgulhar-me de sozinho ter o poder de controlar tantas mentes. E fazer de mim um génio acaba por fazer das outras pessoas completamente estupidas e deixadas a meu belo prazer aos ataques invisiveis e irónicos de que sou capaz e ninguem dá conta. Se por um lado a arte que tenho de manipular me torna um génio, não deixa de fazer das outras pessoas umas saloias completas que se deixam controlar pela teia que lhes movo.Agora o critério de manipulação que cada um tem não é a forma como eu no meu interior vejo. Agora uma coisa é certa nunca a minha manipulação magoou alguem a não ser eu mesmo.
Até porque é uma questão de auto controle sobre mim próprio e individualmente. Aliás até porque é proprio de mim ser assim. No dia em que perder o meu bom humor, a arte de me auto manipular a mim mesmo, de perceber os riscos , de assim entender pela forma que sou como me dou, como reajo aos outros...no dia que perder esta identidade unica que tenho é no dia que sem dúvida irei perder muita coisa. Ser feliz é também sermos reconhecidos pelo que somos por todos.
Ser feliz é sermos reconhecidos pelo amigo, pela amiga, pela namorada(o) , ser feliz é estar de bem com a vida. E quanto a mim estar de bem com a vida não é jogar as pedras que me jogaram a mim. È receber a pedra e transformá-la em perdão. E ser feliz é nao ter medo de dizer que somos felizes. Que andamos felizes.Que podemos estar felizes. È tão fácil plantar o amor e sarar as amarguras. È tão fácil receber a amizade. Mas é tão dificil o relacionamento humano porque? Há em nós um senso inato do dever e não deixo de fazer algo por ser pecado, e sim por ser injusto. E a nossa ética individual deve se complementar pela ética social, já que não somos um rebanho de indivíduos, mas uma sociedade que exige, à sua boa convivência, normas e leis e, sobretudo, a cooperação de uns com os outros. Requeremos amizade, pedimos amor, desejamos paz, requeremos justiça e compreenção. Há dois tipos de preocupações que podemos e temos liberdade de escolha...ou preocuparmo-nos com todos...ou cada um cuide de si...a nossa ética vem de dentro, iluminada pela razão e fomentada pela prática das virtudes.
Bruno Fernandes